FALANDO DE DEUS E ERRANDO FEIO…

FALANDO DE DEUS E ERRANDO FEIO…

Perguntaram a um escritor famoso, Rubem Alves: Qual seria a sua resposta se uma criança de dez anos de idade lhe perguntasse o que é fé? – “Usaria uma metáfora poética para dizer o que é fé. Fé é aquilo que uma pessoa que voa de asa delta tem de ter no momento de se lançar no espaço vazio, do alto. Sem medo. Ter fé não é acreditar em seres do outro mundo, anjos, céu, inferno e nem mesmo no ‘deus’ que sai da boca dos homens. Ninguém precisa do diabo para acreditar em Deus. Fé é uma atitude perante a vida, intraduzível em palavras. Sobre essa confiança nos lançamos às incertezas. A fé só existe diante do abismo das incertezas”. Incerteza não é dúvida.

Podemos entender Deus, quando o vemos separado de todas as imagens construídas sobre o que não se pode dizer, porque não há palavras ou línguas sagradas que possam defini-lo. Nem a Bíblia!, onde os escritores apresentam Deus de muitas maneiras, conforme suas crenças: ora nos poemas de fé, ora na boca de contadores de histórias ancestrais, ora pelos profetas, ora pelos sacerdotes, ora pelos guerreiros sanguinários que não hesitaram em exterminar velhos, mulheres indefesas, crianças, para tomar terras e riquezas de outros povos… São modos e crenças para descrever Deus conforme suas necessidades. Porém, todas as vezes que lidamos com a beleza, a misericórdia, o amor e a bondade, estamos lidando com o nome sagrado de Deus. Na Bíblia, os evangelhos são mais claros, quando Jesus descreve-o como a realidade acima de todas as realidades.

Dizer que Deus é um espírito imutável, símbolo de poder, de sabedoria, de santidade suprema, falar que Ele é a verdade, que é onipresente, onisciente, é o jeito humano de desenhar uma imagem, apenas. Alguns desenham essa imagem como um juiz implacável, ou como um tirano torturador de chicote na mão; outros o desenham como um velhinho sentado num trono celestial mandando anjos fazer o serviço de segurança e proteção de cada um de nós; e outros, como um pai amoroso, complacente, que sempre tira por menos as estripulias dos filhos desobedientes. Pois é, nós apenas desenhamos o que pensamos. Nada tem a ver com a experiência das pessoas sobre o que realmente Deus deveria ser para elas. Nunca vi um desenho que mostre Deus solidário, em fraqueza, sofrendo diante da imensa maldade praticadas pelos homens e mulheres. Desculpe, minto… através do próprio Jesus, que conhecemos muito bem como o filho, o evangelho fala muito bem do Pai que sofre e chora com os sofredores, sentindo as dores do mundo. Estou com Jesus e não abro. Ele o chamou de Painho, como se fosse um baianinho lá de Caculé. Quer dizer, Deus é justo e terno ao mesmo tempo.

Uma velhinha de voz trêmula, pele cheia de rugas pediu a um sábio que era ouvido por um grupo: “Fale-nos sobre Deus…”. Fez-se silêncio. Olhou para o vazio. Vagarosamente, um sorriso foi-se abrindo no rosto do apóstolo. “Quantas pessoas aqui na minha tenda estão pensando no ar?”, ele perguntou. “Por favor, levantem uma mão…” Ninguém levantou a mão. Ninguém está pensando no ar. Ninguém nem sabe direito o que é o ar. E, no entanto, todos nós o estamos respirando. O ar é a nossa vida e não precisamos pensar nele e nem dizer o seu nome para que ele nos dê os cheiros e os sabores da vida (Rubem Alves). Só quem duvida utiliza os desenhos sobre Deus.

A dúvida sobre a existência de Deus é como uma onda vista de longe, no mar. Mansa à distãncia… pouco a pouco ela se aproxima. E de repente é um monstro espumante, babando, capaz de cobrir alguém e sufocá-lo. Alguém que se afoga em dúvidas só pensa no ar. Deus só é assim, sufocante, para quem duvida. Não é preciso pensar nele e pronunciar o seu nome. Ao contrário, quando se pensa nele o tempo todo é porque está se afogando nas ondas da dúvida…  “Deus é como o vento”, disse João. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos a sua música nas folhas das árvores e o seu assobio nas gretas das portas. Mas não sabemos de onde vem nem para onde vai.

“Deus é uma suspeita de que o universo tem um coração que pulsa como o nosso”. Imaginamos… não temos uma confirmação.  Mas os caçadores inventaram gaiolas. O pássaro preso na gaiola acaba empalhado, para confirmar, morto, a imagem do pássaro que ele foi um dia. Vira ídolo (como divindades religiosas do antigo Egípcio com cabeça de passarinho).  São as prisões religiosas ou doutrinais sem as quais carcereiros fundamentalistas e ortodoxos “certinhos” não sobrevivem. E tudo o que vive é pulsação de um coração sagrado. As aves dos céus, os lírios dos campos… até o mais insignificante grilo, no seu cri-cri rítmico, faz a música do Grande Mistério.  Sabem que Deus é o grande coração do universo. Deus é puro amor e beleza e justiça.

É preciso esquecer os nomes de Deus, para entendê-lo. Você vê a beleza ao redor, Deus está ali. Tudo que é belo – como o amor à justiça, à ética do cuidado, aos direitos humanos; ao carinho, à bondade, à solidariedade, vem de Deus. Tudo que é feio, coisa que causa horror e temor, símbolo de castigo e violência, o preconceito, a discriminação, a injustiça, o esforço para submeter as pessoas, o abandono dos fracos e dos necessitados, é contra Deus. Isso é o retrato, na verdade, da nossa humanidade.

Se alguém gosta de um “deus” feio vai torná-lo feio. Mas Deus amou o mundo, apesar da feiúra dos nossos costumes; quando o descrevemos conivente com os horrores do nosso mundo; quando fazemos dele a nossa imagem tenebrosa… O deus feio, nojento, raivoso, cruel, que está na violência, na miséria, nas desigualdades, na fome, nas doenças que podemos curar e não curamos, é criação humana. O egoísmo em não aceitarmos repartir a vida melhor em solidariedade e cooperação com os que sofrem faz parte desse retrato feio de Deus.

Quem disse que “a reverência pela vida, a generosidade, a misericórdia, a compaixão, a solidariedade, são a forma mais alta de oração e reconhecimento de Deus” merece o nosso respeito. Disse-o muito bem. Muitas pessoas que jamais pronunciam o nome de Deus o conhecem, por terem reverência pela vida, por cultivarem as formas de amor ao próximo e ao distante espontaneamente. E não porque um doutrinador sistemático lhe ensinou.  

Há também pessoas que procuram um Deus no mundo invisível, após a morte, um “céu” imaginário, sem graça, tudo azul, para se viver eternamente. Devem estar enganadas, porque isso é egoísmo religioso! Querem um céu só para si, os outros que se danem. Mas Deus não está no céu, está aqui. E nenhuma religião tem a chave ou a senha do portão do céu, como pretendem alguns. Além disso, é impossível aprisionar Deus nos arquivos, nas confissões, e nas doutrinas sobre “deus”.

Deus é beleza de sentimentos, de atitudes, no olhar de quem sabe amar” (Xico Esvael escreveu uma linda canção, com essa frase). Por isso ele ama os desertos e também seus oásis e  florestas. Porque é aí que se escondem as fontes da vida. Quer ver Deus? Veja a beleza do sol que se põe no entardecer, no verão. Não pense. Você quer ouvir Deus? Ouça a “Sonata ao Luar”, de Beethoven . Entregue-se à beleza da música, sem pensar. Quer sentir o cheiro de Deus? Vá para o jardim mais próximo e respire fundo o cheiro das flores, das árvores, não pense no formato das pétalas, nem se as flores têm espinhos; não pense na altura das árvores, goze a sua sombra.

É assim, desse jeito, que você sente a existência profunda de Deus. E “Deus amou este mundo de tal maneira que deu-nos seu Filho”, para que crêssemos  nele. E Jesus apresenta-nos o melhor desenho de Deus que conhecemos: o amor deve governar o mundo… deixem a misericórdia e a justiça deslizar como córregos, águas cristalinas entre as pedras…  Jesus, sim, torna  Deus visível, como apontava o profeta do Israel antigo. Visível no olhar de quem ama a justiça, como Xico Esvael cantou. Tudo que descrevemos aqui, como sentimento de Deus, reflete Jesus e sua entrega amorosa… “porque Deus amou o mundo”, e continua a amá-lo, e a amar-nos, através de Jesus. Está escrito no Evangelho: “Este é o Filho da minha alegria”. Quem precisa de mais?

Derval Dasilio

Livro mais recente: O Dragão que habita em nós

A poesia do mundo inteiro nos olhos de Annabel

A poesia do mundo inteiro nos olhos de Annabel

Minha netinha nasceu. Como vou lhe explicar a grandeza e os mistérios profundos do amor e  da beleza e da criação, se eu mesmo não sei o significado da palavra Deus e o tremendo mistério da vida? Olhando seus olhos azuis, que contemplarão o fulgor da luz, as miríades de cores e formas existentes, o brilho das estrelas. Seus ouvidos logo ouvirão os sons do universo, desde o canto dos pássaros aos ornamentos barrocos da música de Bach que amamos tanto. Olavo Bilac já dizia: “ora direis ouvir estrelas…”.  Mas sei que todos os mistérios  do mundo se escondem nesses olhos recém-iluminados pela vida inventada pelo Criador.

O poeta inglês Willian Blake disse certa vez que o mistério da vida poderia estar num simples grão de areia, e Rubem Alves sugeriu que simples gotas de orvalho, repousando numa flor, oferecem a visão do universo inteiro. Pensar no que os olhos de uma criança nascitura poderá contemplar é também pensar no  que ela mesma significa entre os seres criados. O mistério do homem e de Deus e suas grandezas originais, nas realidades que compõem o mistério do próprio Universo em todas as probabilidades, nasce com o bebê que ao ver a luz já emite o berro primal, reclamando: “qual é o meu lugar nesse mundo”?

A natureza na Terra é esplêndida, maravilhosa. Há alguns anos atrás, estudos definiram o átomo como a menor molécula existente. Hoje há outras definições. Comparando-o a um estádio, todo o espaço entre o núcleo e as arquibancadas seria vazio, oco. Não há nada ali.  E tudo que existe é formado por milhares ou trilhares de átomos condensados ou compactados. Ou seja, tudo o que os olhos podem ver, na verdade é uma junção de bilhões de “nadas” juntos, tornando-se em alguma coisa. Essa é a base da Física Quântica; todas as probabilidades. Um universo de possibilidades ilimitadas. Contudo, “o que não é”, o misterioso, sempre se apresenta em números e valores maiores  (Davy Rodrigues).

Há os que  dizem que a Terra teria cerca de 4,6 bilhões de anos. Mas a história natural do planeta e sua geologia é muito mais complexa. São processos que levam bilhões de anos, juntamente com o processo de outros planetas. Surgem estrelas novas a cada momento. Estrelas antigas, extintas, ainda deixam seu brilho em bilhões de anos-luz percorrendo o espaço. O Universo é múltiplo, plural, rico em detalhes, além de estenso e ainda encontrar-se em expansão. De fato, está ficando cada vez maior. Astrônomos perscrutam o espaço sideral e acreditam que o Universo está se expandindo;  que todos os pontos do Universo estão ficando mais distantes uns dos outros à medida que o tempo passa. Não é que as estrelas e galáxias estão ficando maiores, na verdade o espaço entre todos os objetos é que está se expandindo com o tempo.

Aqui nos deparamos com o destino humano, perspectivas abertas, horizontes infinitos, sem nos privarmos do esplendor da vida em todas as suas manifestações. Sonhamos com paraísos, construímos utopias. Como os sons e as tonalidades do Universo, podemos dizer que há um céu em nós, como há um sol, estrelas; que não há um “eu” sozinho, mas muitos “eus” compartilhando a vida criada por Deus. Sempre em busca da plenitude. Paraísos são sempre sonhados para serem realizados. Paraísos são a Esperança. Precisam ser vividos, necessitam ser magnificados. Bachelar recorre à poesia, poder da imaginação, porque um poeta imita Deus quando recorre à eficácia das belas imagens do mundo criado. Diria que “um belo poema, como o da Criação e do Universo inteiro (Salmo 19), não é mais que uma maravilhosa loucura retocada”. Só os poetas, e o próprio Deus, crêem que a beleza do mundo inteiro, como os seus mistérios, está nos olhos da minha neta recém-nascida. Os céus declaram a poesia de Deus, e o firmamento declama a obra das suas mãos.

Foto: Derval Dasilio em 16.dez.2011 (Annabel nasceu no dia anterior)

http://www.youtube.com/watch?v=v6MKOY9x_ds&feature=related

Foto do perfil: Ludmila Dasilio [2007]

Escrevi para a avó de Annabel, Maria Lucia, comemorando seu aniversário, esta crônica sincera:

A Árvore

“Como a árvore plantada junto às águas
que escorrem da Fonte da vida”. Salmo 1

Quis homenagear Maria Lúcia, minha mulher, no seu aniversário. Então escrevi esta crônica: Galgar aos céus, mergulhar no infinito, descobrir o que está por trás das estrelas… é tudo que desejamos. Queremos ser felizes… Importantes pensadores, em todos os tempos, destacaram essa busca de sentido que está no ser humano, homem e mulher; queremos descobrir, desvendar, o eixo em torno do qual nos movemos internamente. Que motor faz girar esse eixo? Para muitos, trata-se de uma dinâmica interior, profunda. Seria a afirmação da vida imortal, sobremaneira. Princípio de frustração. Transcendência duvidosa. Não é possível manipular a realidade a nosso favor, quando se trata das potencialidades que o desejo aponta, no entanto. Como negar que nosso corpo já começa a morrer, finitos que somos, limitados, desde o dia em que nascemos. O desejo de plenitude, ser um ser humano completo, é o apelo profundo de nossa interioridade. Cada um de nós é um Adão e uma Eva, encantados com os mistérios da “árvore do conhecimento”, mas a árvore que está no meio do Paraíso é a “árvore da vida”. Então, toda felicidade, bem-estar, prazer de viver, já nos indicaria a plenitude que pretendemos alcançar, que pode e deve começar aqui.

Talvez seja isso que o primeiro Salmo da Bíblia queira nos apontar: a vida como uma árvore plantada à beira do riacho: será bem alimentada, capaz de crescer e dar bons frutos. Um discurso lindíssimo da poesia hebraica que convida a observar a Criação e o sentido da felicidade desejada. Seres cósmicos, do grande universo, aparecem personificados no cotidiano humano com dinamismos sobre-humanos, nos salmos e nos escritos sapienciais da Bíblia Hebraica. Que significa uma árvore forte, bem plantada, produtiva, senão uma vida harmonizada com o sentido das coisas do universo, desde a terra aos espaços estelares ainda não alcançados, embora sondados pela curiosidade do conhecimento? Uma árvore plantada ao longo de um córrego de águas limpas não é uma árvore plantada à beira do abismo, em terreno sujeito a deslizamentos destrutivos. O poeta construtor deste salmo traz inspiração para nossas vidas de caminhantes pelas ruas, dobrando as esquinas das cidades em que vivemos. Está preocupado com os sentidos das fontes cristalinas que nunca secam, borbulhando sabedoria que corre mansa sem preocupações com o tempo; fontes que dessedentam os viajantes peregrinos em busca do infinito, descontentes com o mundo imediato e suas paisagens devastadas pela destruição, pela violência do ser humano contra si mesmo. As imagens nos servem quando trafegamos em avenidas largas ou estreitas; ou andamos de metrô, ônibus ou automóvel; quando encontramos pessoas rindo ou chorando, cantando ou pedindo alguma coisa, nas praças, nas ruas destinadas aos camelôs ou no comércio mais nobre das boutiques ou onde estão os shoppings centers. O que se vê é que as pessoas querem ser felizes.

As imagens bíblicas, poéticas, nos remetem a símbolos inescapáveis, fundados no chão da vida. São símbolos (symbolo = o que une, no grego) daquilo que nos dá força para vencer tempestades, furacões, terremotos, que poderiam abalar nossa busca de plenitude. As raízes dessa árvore se afundam na terra, mãe de todas as coisas, impedindo com sua força que a destrutividade dos acontecimentos desagregadores da vida nos esmaguem ou nos arranquem do solo onde fomos fundados. As raízes estão fincadas, bem seguras, são fundamentos da Sabedoria (um dos vários nomes de Deus nas Escrituras).

A copa é voltada para as estrelas, os espaços siderais infinitos, do cosmos, do universo, do mundo. Os ramos, a folhagem, agem absorvendo as energias da natureza que nos é dada, o orvalho, a chuva, o sol que sazona os frutos. Enfim, estaremos bem plantados no universo enquanto nos mantemos abertos para todos os céus possíveis (como diria o evangelista Mateus); abertos, portanto, para o infinito. O poeta bíblico chamaria essa disposição de desejo de plenitude, vida plena, completa, com todas as formas de bem-estar que cabem à dignidade do homem e da mulher.

Falando pelo que entendo, há valores importantes a serem considerados, quando somos convidados a observar a vida em busca da Plenitude e da Sabedoria. Isolados no egoísmo e na idolatria consumista, inclusive de religiões e variações eclesiásticas de mercado que se impõem nos nossos tão breves dias, nunca entenderemos o que Deus faz em nós… como faz da árvore bem plantada e ao mesmo tempo voltada para a totalidade da vida. Onde nos encontraremos com Deus? Diria mais: quem quer a verdadeira experiência de Deus não vai procurar templos ou museus, apenas contemplando os símbolos que ali estão, por mais belos que sejam. Quem quer encontrar Deus, em sua plenitude, vai buscá-lo na vida, no cotidiano. Também não custa trazer à mesa da comunhão os que chegam “de todo lugar que se tem pra partir”(Edu Lobo). Ou, de outro modo, percorreremos os caminhos que existem, iremos recebê-Lo nos lugares onde chegam homens e mulheres de todas as partes, de todos os lugares. Nas rodoviárias, nos portos e aeroportos da vida. Hoje é um belo dia para esse encontro.

Que é que você pensa? Estamos de acordo?

Derval Dasilio

CALENDÁRIO DO ANO A – 2011

CALENDÁRIO DO ANO A – 2011

Devemos  remeter os usuários deste Blog de Liturgia para o site

LITURGIA – IGREJA PRESBITERIANA UNIDA DO BRASIL

http://www.ipu.org.br/outubro_2010.html

Esta assumiu a publicação do trabalho deste autor, a partir

do Tempo Litúrgico do ADVENTO (Ano A). Todo material

aqui publicado será encontrado lá, em primeira mão. Por exemplo:

DOMINGO DEPOIS DO NATAL
Isaías 63,7-9 – Tu és o Pai que nos protege
Salmo 148 – Louvai-o, ele liberta crianças e jovens
Hebreus 2,10-18 – Ele participou da nossa condição
Mateus 2,13–23 – O massacre dos inocentes

MASSACRE DOS FAMINTOS E DESNUTRIDOS
“Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito”. No meio do
tempo de Natal o Evangelho fixa nossa atenção numa realidade muito
humana da vida de Jesus. Como todo ser humano, ele contou com uma
família que o criou… Teve um pai e uma mãe humanos, um ambiente
comunitário no qual foi se desenvolvendo até chegar a ser adulto, que o
modelou e preparou para realizar sua missão. No livro deuterocanônico
de Ben Sirac (Sirácida), dos livros sapienciais na Septuaginta (Bíblia
Grega), encontramos ensinamentos para se saber viver na presença de
Deus e na comunidade humana.

Jesus nasce também debaixo de um decreto cuja intenção
primeira era a de mobilizar os meios de arrecadação tributária para
conhecer os números, identificar os possíveis devedores de impostos.
Engordavam-se os cofres de um império cruel, desumano, insensível à
miséria dos milhões de oprimidos, desapoderados; sem dignidade,
cidadania, escravizados pelos sistemas econômicos, apoiados pela
religião dominante e pela política de seu país. Como hoje, prevalecia o
deboche dos opulentos, dos controladores da sociedade e seus
coquetéis de absinto e heroína, e comprimidos mágicos de ecxtasy, que
os embriagam e excitam enquanto vivem a hipocrisia da abundância (e
haja abundância para satisfazer a sociedade do lixo e do desperdício).
Cabe-nos observar a “luz” que se derrama sobre os “impérios
sagrados” da economia mundial e suas impiedades estruturais (Mt 2,7),
mantenedores das desigualdades. Augusto, imperador, era considerado
“divino”, um deus; alguém que quer ter o poder “sagrado” de controlar,
submeter, recolher tributos, royalties, taxas de empréstimos, de todos
os habitantes da terra (oikumene); que, no seu entender de governante
mundial, lhe devem e têm que pagar, irrevogavelmente.

“A história da humanidade espera com paciência o triunfo dos
humilhados” (Tagore). Vimos no GloboNews a maravilhosa mineira
Adélia Prado. Perguntada sobre “o que ela espera…”, numa confissão
comovente, respondeu com longa reflexão sobre o sentido da vida:
“Espero Jesus!”. Meu Natal, passarei refletindo sobre as sociedades
herodianas de nosso tempo: se pudessem, matavam o “menino semnada”
no berço… mais uma vez. Mas a Esperança de vida, como a
borboleta, tem asas e muitas cores… Jesus nasceu e sobreviveu aos
determinismo sociais da época. A fome e a miséria eram o cenário onde
nasciam os menininhos pobres e carentes como ele, sem nenhum
perigo para a sociedade que os excluía imediatamente, dispondo-se a
exterminá-los. Logo depois, para eliminá-lo, essa mesma sociedade
promovia ou apoiava um genocídio, o mais clamoroso das histórias do
Evangelho. Os meninos do tempo de Jesus nasceram condenados à
morte desde o nascimento. Hoje, conhecemos seus irmãozinhos, em
todo o mundo, que nascem também com essa condenação, juntamente
com o menino nascido na estrebaria e embalado num berço
improvisado num cocho.
A Natalidade de Jesus de Nazaré é um convite para
mergulharmos na realidade que se apresentava ao menino que irrompe
do ventre de sua mãe adolescente, gravidez sob condenação social,
numa estrebaria, um sem-terra, sem-teto, sem-nada, à semelhança das
crianças que nascem no terceiro mundo, e no Brasil (IBGE, entre 53
milhões de brasileiros e brasileiras constantes na escala social dos que
se encontram, no mundo da economia, e do consumo de bens
essenciais: alimentos, habitação, trabalho, transporte, lazer, na
pobreza e na miséria total. Se Jesus nascesse aqui, sob a opressão dos
sistemas econômicos, seria um dos bebês que vêm ao mundo devedor
de milhares de dólares ao FMI, BID, G-8, (cf. dados do IPEA). Mas que
não se esqueça: ao mesmo tempo, seria credor de dívidas sociais desta
sociedade dita cristã que lhe deve tudo e não quer pagar. Não há
Procon que resolva…

Vivemos uma cultura sitiada pelo dinheiro (Jurandyr Freire). A
sociedade herodiana, sem se importar com custos e sacrifícios impostos
à maioria dos jovens, sob cenários intermitentes de violência e exclusão
social, decreta a morte das utopias, e tacha de ilusórias as lutas por
um mundo em que caibam as crianças que nasçam para um mundo
em que prevaleçam os valores da justiça, igualdade e solidariedade.
Porém, sobrepõe-se o egoísmo das elites privilegiadas que também
sustentam a economia do narcotráfico – postura que é produto do
absoluto cinismo – das muitas pessoas e instituições que vemos
participando de atos “aristocráticos”, fazendo declarações e defendendo
hipocritamente o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Hélio Luz incomodava desembargadores, magistrados, figurões da Tv, e
políticos do alto clero, anos atrás, quando denunciava algo semelhante.

A Natalidade do Senhor é tempo de esperança porque Deus
resgata o povo pobre e sem valor e o chama para o centro da história da
salvação. A leitura em Mateus nos apresentará a concepção de Jesus
por obra do poder divino. Mas é também por esse poder que a família
do menino nascido de mulher sobreviverá aos poderes políticos,
econômicos e religiosos atrelados para o extermínio da esperança: o
genocídio social, que parece não cessar nunca. Estudos feitos por
paleopatologistas, analisando a época de Jesus e dos apóstolos,
indicam que doenças infecciosas e desnutrição eram generalizadas. Por
volta dos 30 anos a maioria das pessoas sofria de verminose – 50% dos
restos de cabelo, encontrados nas escavações arqueológicas tinham
lêndeas de piolhos –, seus dentes tinham sido destruídos, e suas vistas
arruinadas. É possível, por exame do DNA, identificar doenças
endêmicas, e mesmo identificar os resultados da desnutrição e da fome,
naqueles dias. Realidade que não mudou para 2 bilhões do planeta,
entre eles mais de 1 bilhão de crianças morrendo por causa da fome e
desnutrição.
Com moradias precárias, sem condições sanitárias adequadas;
sem assistência médica; com má alimentação, os desfavorecidos faziam
parte de um mundo que precisava ser implodido, e o quadro romântico
que um leitor ou uma leitora da Bíblia em nossos dias faz dos ouvintes
de Jesus, não faz justiça ao menino nascido numa estrebaria. Sombrio,
o natal de Jesus. Todos os anos a ONU (Organização das Nações
Unidas) publica índices de “qualidade de vida” (IDH), e nosso país,
entre os de economia mais sólida no mundo, sempre está entre os
últimos desse planeta. Onde estaria essa pobreza que não poucos
admitem? A eles, os pobres e miseráveis, o Reino de Deus e a sua
justiça eram anunciados e ofertados por discípulos e apóstolos de
Jesus Cristo. Ele está entre os milhões de miseráveis e excluídos de
nossa época (Mt 25: “Quando te vimos? Me vistes quando eu estava
doente… nú… com sede, fome e frio…”).

Derval Dasilio
Pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Autor do livro O DRAGÃO QUE HABITA EM NÓS (Metanoia-2010)
Blog: www.derv.wordpress.com
Artigos na Ultimato Online
http://www.ultimato.com.br/ultimas/autor/derval-dasilio/#

1 – CALENDÁRIO – ANO C – TEMPO COMUM APÓS PENTECOSTES

1 – CALENDÁRIO – ANO C – TEMPO COMUM APÓS PENTECOSTES

O Tempo Comum depois de Pentecostes reflete, nas leituras, os acontecimentos próprios da Igreja Inicial, no discipulado dos cristãos para a “vida de fé” orientada pelo Espírito Santo, e não por ditames doutrinários da religião. A religião combatida por Jesus legitimava uma cultura patriarcal, domínio masculino absoluto, onde uma viúva, por exemplo, sem nenhum filho homem estaria condenada à morte social. A mulher exercia um papel secundário na família, na comunidade e na sociedade. O órfão e a viúva são símbolos, em Israel, terra ancestral de Jesus, do cuidado que merecem da parte de Deus. Legitimava, também,a religião, o abandono dos fracos e oprimidos pelo sistema de exploração que garantia às elites o gozo de direitos econômicos e sociais em detrimentos dos restantes. As desigualdades eram admitidas como destino natural para os que não conseguem superar a miséria e a fome.

Portanto, Jesus oferece a  ressurreição que  vai contra dois princípios de domínio do povo, um no mundo religioso onde mulheres,  homossexuais,  prostitutas, socialmente fracos, deficientes, coxos, cegos, leprosos,  nada valiam, e outro no campo político,  lugar em que a morte pretendia calar os insubordinados. A ressurreição  social, a afirmação da vida, a garantia de plenitude em bem-aventuranças para os fracos, os oprimidos, os esmagados e abandonados socialmente,  é apontada na mensagens bíblicas do Calendário Cristão. Estava lançada a base da nova religião de justiça, de indignação contra o mal estrutural,  iniciada por João Batista e fortalecida pelo movimento pedagógico de Jesus. Religião que esvazia o poder da morte e o poder de todos aqueles que a utilizam para dominar os outros, substituída pela justiça de Deus. A morte não tem mais poder, pois, com Jesus, é possível a ressurreição, todas as ressurreições!, em todas as formas, inclusive as sociais ou existenciais, quando se fazem necessárias! O reinado de Deus é também o reinado da vida.

LER

ASSUNTO: DOMINGO LITÚRGICO

MENSAGENS &  COMENTÁRIOS – PÁGINA AO  LADO

http://derwal.wordpress.com/domingo-liturgico-mensagens-comentarios/

Uma parábola para este Tempo Litúrgico:

O BOI ZEBÚ E AS FORMIGAS

Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), nordestino,  maravilhoso poeta de cordel, falava do Boi Zebu – paráfrase do poder opressor  que chega e “vai pisando tudo, inté nos formiguêro”: (…) “Com a feição de guerrêra/ Uma formiga animada / Gritou para as companhêra: / – Vamo minhas camarada / Acaba com os capricho / Deste ignorante bicho / Com a nossa força comum / Defendendo o formiguêro / Nós somos muitos miêro / E este zebu é só um. Tanta formiga chegou / Que a terra ali ficou cheia / Formiga de toda cô / Preta, amarela e vremêa /  No boi zebu se espaiando / Cutucando e pinicando / Aqui e ali tinha um moio / E ele com grande fadiga / Pruquê já tinha formiga / Até por dentro dos óio. / Com o lombo todo ardendo / Daquele grande aperreio / O zebu saiu correndo / Fungando e berrando feio / E as formiga inocente / Mostraro pra toda gente / Esta lição de morá / Contra a farta de respeito / Cada um tem seu direito / Até nas leis naturá. / As formiga a defendê / Sua casa, o formiguêro, / Botando o boi pra corrê / Da sombra do juazêro, / Mostraro nessa lição / Quanto pode a união; / Neste meu poema novo / O boi zebu qué dizê  que é os mandão do podê, / E as formiga é o povo”.

TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES

DOMINGO DA TRINDADE (Cor Litúrgica: Branca)

Cor Litúrgica: Verde

9º. Dom. – TRINDADE -  1Reis 18.20-21 (22-29) 30-39; Sl 96; Gálatas 1.1-12; Lucas 7.1-10

10º.Dom – 1Reis 17.8-16 (17-24); Salmo 146; Gálatas 1.11-24; Lucas 7.11-17

11º.Dom – 1Reis 21.1-10 (11-14) 15-21a; Sl 5.1-8; Gl 2.15-21; Lucas 7.36—8.3

12º.Dom – 1Reis 19.1-4 (5-7) 8-15a; Salmo 42 e 43; Gálatas 3.23-29; Lucas 8.26-39

13º.Dom – 2Reis 2.1-2, 6-14; Sl 77.1-2, 11-20; Gl 5.1, 13-25; Lucas 9.51-62

14º.Dom – 2Reis 5.1-14; Salmo 30; Gálatas 6.(1-6) 7-16; Lucas 10.1-11, 16-20

15º. Dom – Amós 7.7-17; Salmo 82; Colossenses 1.1-14; Lucas 10.25-37

16º..Dom – Amós 8.1-12; Salmo 52; Colossenses 1.15-28; Lucas 10.38-42

17º.Dom – Oséias 1.2-10; Salmo 85; Colossenses 2.6-15 (16-19); Lucas 11.1-13

18º. Dom. – Oséias 11.1-11; Salmo 107.1-9, 43; Colos 3.1-11; Lucas 12.13-21

19º. Dom. – Is 1.1, 10-20; Sl 50.1-8, 22-23; Hb 11.1-3, 8-16;  Lucas 12.32-40

20º. Dom. – Isaías 5.1-7; Salmo 80.1-2, 8-19; Hb 11.29—12.2; Lucas 12.49-56

21º. Dom. – Jeremias 1.4-10; Salmo 71.1-6; Hebreus 12.18-29; Lucas 13.10-17

22º.  Dom. – Jeremias 2.4-13; Sl 81.1,10-16; Hb 13.1-8, 15-16; Lucas 14.1,7-14

23º.  Dom. – Jeremias 18.1-11; Salmo 139.1-6, 13-18; Fil 1-21; Lucas 14.25-33

24º. Dom. – Jeremias 4.11-12, 22-28; Sl 14; 1Timóteo 1.12-17; Lucas 15.1-10

25º. Dom. – Jeremias 8.18—9.1; Salmo 79.1-9; 1Timóteo 2.1-7; Lucas 16.1-13

26º. Dom. – Jer 32.1-3a, 6-15; Sl 91.1-6, 14-16; 1Tim 6.6-19; Lucas 16.19-31

27º.  Dom. – Lamentações de Jeremias 1.1-6; Lamentações de Jeremias 3.19-26

ou Salmo 137; 2Timóteo 1.1-14; São Lucas 17.5-10

28º. Dom. – Jeremias 29.1, 4-7; Salmo 66.1-12; 2Tim 2.8-15; Lucas 17.11-19

29º. Dom. – Jeremias 31.27-34; Sl 119.97-104; 2Tim 3.14—4.5; Lucas 18.1-8

30º. Dom. -Joel 2.23-32; Salmo 65; 2Tim 4.6-8, 16-18; Lucas 18.9-14

31º. Dom. Habac 1.1-4, 2.1-4; Sl 119.137-144; 2Tes 1.1-4, 11-12; Lucas 19.1-10

32º. Dom. – Ageu 1.5b—2.9; Sl 145.1-5, 17-21 ou Sl 98; 2Tes 2.1-5, 13-17; Lucas 20.27-38

33º. Dom. – Isaías 65.17-25; Isaías 12; 2Tes 3.6-13; Lucas 21.5-19

Cristo, o Rei do Universo - (Último domingo do calendário: Cor Litúrgica Vermelha)

Jeremias 23.1-6; São Lucas 1.68-79; Colos 1.11-20; Lucas 23.33-43



PÁSCOA – DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR – 1o. Domingo

PÁSCOA – DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR – 1o. Domingo

PÁSCOA – CALENDÁRIO LITÚRGICO

De todas as crises (krysis), a morte é a mais decisiva da vida humana. Isso implica também em decisão, por que até aqui ainda se pode adiar, protelar, manter em luz-e-sombra o que fazer da vida. Agora não há meio-termo. Não é mais possível flutuar na ambiguidade, é inevitável o desmoronamento do homem exterior (L.Boff). Mergulhadas no mais recôndito lugar, no interior de nossa humanidade, evocando o que não é consciente, individual e coletivamente, à luz de atavismos, heranças ancestrais que agora se apresentam irrevogavelmente, as verdadeiras dimensões do que somos são expostas à clareza do sol do meio-dia, com a morte. Caem todas as máscaras que encobrem nossa autenticidade, a realidade sai da nebulosidade: nós somos o que somos, humanos e sem mais recursos. Não há maquiagens que possam esconder nosso verdadeiro rosto. Na morte.

Somos mortais. Jesus Cristo assumiu nossa condição. Somos homens e mulheres mortais num mundo onde a morte, sob todas as formas possíveis, quer reinar. Não sabendo acolher a vida biológica como dom divino, um dado natural na existência dos seres comuns, na incerteza traiçoeira que produz angústia e terror pela vida mortal, a compreensão judaico-cristã tornou a morte um castigo como conseqüência do pecado. E não erra no sentido. No entanto, esse conceito nada significa se não reconhecemos que, na experiência do cristão e da cristã se produz a novidade de vida e ressurreição permanente, continuamente, da criatura e da criação. Certamente destacando-se a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, inaugurador da nova humanidade e campeão vitorioso sobre a morte. Por causa dele, há possibilidades para todos nós, de superar a morte. Em Cristo todas as ressurreições são possíveis. Onde há morte, sobrepõe-se a vida. E a vida é dom de Deus. E Deus é o Deus da Vida.

Falaremos nesta Páscoa sobre a ressurreição que se refere à intervenção de Deus na história dos sofredores, vítimas dos pecados seus e da sociedade opressora, dos crentes e da religião, que se juntam mortalmente na mesma vala da alienação, na equidistância das massas sofredoras, especialmente neste mundo histórico e geograficamente situado abaixo da Linha do Equador. Lugar de povos humilhados, vítimas de pecados estruturais e de tantas violências da parte de outros; etnias exterminadas, culturas apagadas por processos de aculturação (Paulo Freire); doentes, moribundos, acometidos de enfermidades que retornam continuamente, enquanto populações inteiras são exterminadas, inclusive culturalmente.

Falaremos das gentes sem esperança, derrotadas pela realidade que esmaga e destrói as utopias de salvação, detonando os sonhos de bilhões de seres humanos oprimidos, servindo o império da morte. O desespero é uma força que instila impotência, fatalismo, destino inevitável, submissão dos escravizados ao mal, como se este fora  um decreto divino irrevogável e irreversível. A ressurreição do Senhor desmente a falácia do mal irreversível. Ela constitui a nossa esperança suprema na salvação a na libertação que só Deus pode proporcionar.

A ressurreição marca a presença da vida que se sobrepõe à morte e ao sofrimento; ao derrotismo, quietismo, conformismo e fatalismo, como falsas exigências divinas para se conservar as velhas opressões. Karl Barth disse que a ressurreição de Cristo dentre os mortos, enquanto um processo de destruição da morte, também afirma a vida eterna (cf. João: vida eterna é o mesmo que “vida plena”). Pra frente, ressurretos! A ressurreição é um fato que transforma tudo em vida nova abundante. Os horizontes humanos se ampliam, a esperança de uma nova criação se instala com a fé na ressurreição.

Deus se revela sobre a impotência, no esvaziamento de quaisquer forças sobrenaturais (kenosis), para morrer e ressuscitar. Deus estava em Cristo reconciliando os homens e as mulheres com Deus (Paulo). Na cruz e no sofrimento solidário, especialmente, Deus, em Jesus Cristo, assume a condição humana exemplarmente, por inteiro, no sofrimento até a morte. Mas Jesus ressuscitou! Com ele ressuscitaremos todos nós. Há vida brotando em toda parte. Flores nascem das sepulturas. Deus venceu, nós venceremos com Ele todas as mortes.  Aleluia!

Cores Litúrgicas: Branca ou Ouro


DOMINGO DA RESSURREIÇÃO – Atos 10.34-43 ou Isaías 65.17-25; Salmo 118.1-2, 14-24; 1Cor.15.19-26 ou Atos 10.34-43; Jo 20.1-18; Lc 24.1-12
2o.DOMINGO – Atos 5.27-32; Salmo 118.14-29 ou Salmo 150; Apocalipse 1.4-8; João 20.19-31.
3o.DOMINGO – Atos 9.1-6 (7-20); Salmo 30; Apocalipse 5.11-14; João 21.1-19.
4o.DOMINGO – Atos 9.36-43; Salmo 23; Apocalipse 7.9-17; João 10.22-30.
5o.DOMINGO – Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35
6o.DOMINGO – Atos 16.9-15; Salmo 67; Apocalipse 21.10, 21.22—22.5; João 14.23-29 ou João 5.1-9.
ASCENSÃO (5a.-feira)– Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35.
7o.DOMINGO – Atos 16.16-34; Salmo 97; Apocalipse 22.12-14, 16-17, 20-21; João 17.20-26

DOMINGO DE PENTECOSTES (Cor lit. Vermelha)– Atos 2.1-21 ou Gênesis 11.1-9; Salmo 104.24-34 E 35b; Romanos 8.14-17  ou Atos 2.1-21; João 14.8-17 (25-27)

Liturgias para a Páscoa

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PÁSCOA – Ciclo central do Calendário Cristão

PÁSCOA – Ciclo central do Calendário Cristão

FECHANDO A QUARESMA

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO

Liturgia da Palavra

Is 50, 4-7: Não cubra meus olhos diante dos ultrajes contra o povo

Salmo 118,1-2; 19-29 – “Entrarei pelas portas da justiça, esta é a porta do Senhor”

Filipenses 2, 6-11 – Cristo humilhou-se,  por isso Deus o exaltou acima de tudo

Lucas 19,28-40 – “Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Entre a Quaresma e a Páscoa, Semana da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo,  Ramos é um domingo para nunca mais esquecermos. Os cristãos estarão, neste domingo de Ramos, caminhando ao lado de Jesus? As implicações dessa caminhada envolvem o compromisso de levar a sério nossa adesão à causa de Jesus Cristo. Acompanhar Jesus em sua última jornada no caminho da cruz, enquanto Ele entra na cidade de Jerusalém aclamado como o rei que traz o shalom de Deus, implica em levar a sério as realidades que corroem o mundo e clamam pela paz. Ninguém mais duvida de que as causas geradoras dos grandes e dos menores conflitos sociais, nacionais e internacionais, são encontradas nas desigualdades econômicas, na falta de oportunidades de trabalho, escola, nas políticas internacionais e domésticas envolvidas com questões que passam pela fome de quase 2 bilhões de habitantes do planeta; questões que identificam os abismos das desigualdades nos 4 bilhões à margem do mundo moderno (usufruído por menos de 2 bilhões de pessoas), também chamado pós-industrial.

Pode ser que a solidariedade com o mártir do Reino, como ocorreu com seus seguidores, imediatamente ao seu martírio, nos obrigue a abandonar aqueles postulados religiosos quietistas, acomodatícios, fatalistas (Calvino, num triste momento: Deus não somente previu a queda do primeiro homem, e nela a ruína de toda a posteridade, como também a quis; concordando com o Alcorão: Deus perdoa a quem quer e tortura a quem bem entende). Talvez nos force a romper com ideologias e dogmas políticos, ou religiosos, para cantarmos com sinceridade o cântico das multidões: Hosanas! Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Lucas 19,28-40  – A chegada de Jesus a Jerusalém comove a multidão.  O povo reage de maneiras diferente das autoridades. Este o aclama como Rei, aquelas ficam apreensivas.  O povo tem esperança de libertação, se religiosa, política, ou econômica. A pobreza e as opressões são muitas. As autoridades sentem-se ameaçadas no seu prestígio e autoridade, e, sem dúvida, no exercício do “poder” (ah, o ‘pudê’, como os poderosos políticos nordestinos brasileiro exclamam extasiados). E o povo alegre, festivo, cantante, dançando, recebe o Messias de Deus, como acreditava… mas logo virá a tristeza. Nesta mesma semana Jesus de Nazaré será preso, torturado, humilhado em sua realeza divina,  e esvaziado de qualquer proteção dos céus! E então, enfraquecido, vulnerável, será levado ao martírio, sem que esse mesmo povo se comova. Bem-feito!, diriam muitos.  Não tinha cacife, por que se arriscou e nos enganou?!

João é mais sóbrio que Lucas na narrativa que gera a Festa de Ramos na Igreja de Cristo. Os entornos são mais importantes: trata-se de afirmar o poder de Jesus sobre a morte, em todas as suas manifestações. Porém, a recepção não passará em branco. Um peregrino famoso poderia ter igual tratamento, mas a entrada de Jesus faz a diferença: Jesus é recebido como um rei messiânico. O que se espera dele é a salvação para os males de uma sociedade inteira, alcança os problemas sociais enquanto atinge definições políticas sobre a vida nacional sem deixar de lado o problema da religião quietista, conformada, subserviente ao sistema sócio-econômico – quando atua como pára-choque cultural da potência dominadora.

A dura e real história do homem e da mulher é acometida de forças estremecedoras de pecados e castigos que não se evitam, embora sob promessas de paz e ameaças de retaliação. É nessa história que se manifesta o Deus cujas entranhas se comovem (rahamin), como se comove uma mãe por seus filhos. Ao mesmo tempo, é o Deus irado, “cuja ira é mais terrível que exércitos enfurecidos”, contra a força do mal que sobre indivíduos e comunidades. Não compreendemos isso, a não ser pela experiência radical do amor ilimitado, quando se perde a inocência, e são postas à prova as possibilidades humanas nas cruéis limitações da realidade da subserviência religiosa. “Quando a força do mal sistêmico sobre o indivíduo, a comunidade e a sociedade, ultrapassa a compreensão humana, surge a confiança no amor, na bondade, na ternura de Deus como palavra final” (Queiruga).

O Reino de Deus não é imposto pelo poder das armas, nem é acompanhado de decisões político-partidárias. Ali, como aqui, vários “partidos” são interessados no comando ou na influência sobre a sociedade, nesse tempo: saduceus – proprietários e latifundiários que dominavam o sistema econômico; fariseus – homens comuns da sociedade, mais interessados na religião, nos regulamentos controladores da vida espiritual da sociedade; escribas e doutores da Lei – autoridades na interpretação da Torá, do Talmude e de vários outros reguladores religiosos da sociedade através da teologia e da pedagogia do legalismo: a letra morta, desse modo, valeria mais que a Palavra de vida! Jesus faz um discurso decisivo em torno de sua proposta o Reino de Deus necessita da adesão de todos. A palavra shalom (paz: direitos atendidos, bem-estar social para todos, dignidade, espírito feliz confortado pela presença da justiça em todas as esferas de vida.) é o eixo desse pronunciamento.

“Entrarei pelas portas da justiça, esta é a porta do Senhor” (Sl 118, 1-2; 19-29). Um mundo novo estará amanhecendo. Gandhi, Bonhoeffer, Niemöler, Paul Shneidder, Nelson Mandela, Luther King Jr., monsenhor Romero, Chico Mendes, Jaime Wright, Irmã Dorothy, mártires da Paz e da Fé, entenderam esse sentido: perdão e reconciliação entre povos e nações; libertação do poder de todos os pecados, inclusive dos pecados estruturais do nosso tempo; reconciliação dos que não têm a mesma tradição religiosa; nova vida no serviço da justiça de Deus; direito de herdar e gozar bem-estar num mundo transformado pela misericórdia e compaixão; participação de um novo mundo sob  o empenho apaixonado na causa de Deus.

Derval Dasilio

PÁSCOA – CALENDÁRIO LITÚRGICO

Cores Litúrgicas: Branca ou Ouro

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO – Atos 10.34-43 ou Isaías 65.17-25; Salmo 118.1-2, 14-24; 1Cor.15.19-26 ou Atos 10.34-43; Jo 20.1-18; Lc 24.1-12
2o.DOMINGO – Atos 5.27-32; Salmo 118.14-29 ou Salmo 150; Apocalipse 1.4-8; João 20.19-31.
3o.DOMINGO – Atos 9.1-6 (7-20); Salmo 30; Apocalipse 5.11-14; João 21.1-19.
4o.DOMINGO – Atos 9.36-43; Salmo 23; Apocalipse 7.9-17; João 10.22-30.
5o.DOMINGO – Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35
6o.DOMINGO – Atos 16.9-15; Salmo 67; Apocalipse 21.10, 21.22—22.5; João 14.23-29 ou João 5.1-9.
ASCENÇÃO (5a.-feira)– Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35.
7o.DOMINGO – Atos 16.16-34; Salmo 97; Apocalipse 22.12-14, 16-17, 20-21; João 17.20-26

DOMINGO DE PENTECOSTES (Cor lit. Vermelho)– Atos 2.1-21 ou Gênesis 11.1-9; Salmo 104.24-34 E 35b; Romanos 8.14-17  ou Atos 2.1-21; João 14.8-17 (25-27)

Liturgias para a Páscoa

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QUARESMA – CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA – CONIC

QUARESMA – CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA – CONIC

QUARESMA

A Quaresma era, nos seus inícios, na Igreja dos Apóstolos (Igreja Antiga) um tempo forte de preparação para o batismo. Na Quaresma, a pessoa que se tornaria cristã tinha a oportunidade de refletir mais e mais na nova vida que estava assumindo, assim como nas dificuldades que haveria de enfrentar para ser fiel ao evangelho no meio de um mundo pagão.

Hoje a situação não é muito diferente para todos os que pretendem viver de modo cristão. Se nos inícios, para celebrarem a sua fé, aconteceu aos cristãos ter de se esconder nos subterrâneos das catacumbas, atualmente podem celebrar o mais sagrado dos seus mistérios diante das câmeras bisbilhoteiras da televisão. Isso, porém, não quer dizer que tenha ficado fácil viver hoje de maneira autenticamente cristã. As tentações de reduzir o sentido da vida ao bem-estar, ao consumismo fácil e até ao desperdício, as tentações dos ídolos do dinheiro e do mercado e os da religião milagreira, que põe a fé a serviço de interesses pessoais, estão fortemente presentes hoje, mais até do que no passado. E esses demônios se vencem com o jejum, com a oração, pela fé e por uma práxis centrada no evangelho. Os donativos das primícias, os primeiros frutos da colheita, eram ocasião para o judeu devoto recordar a presença de Deus na sua história e reconhecê-lo como único Senhor.

Você pode tornar-se escravo do dinheiro e nele depositar suas esperanças, à procura de segurança. O cintilar do ouro e da prata, as moedas que compram a alma das pessoas, mistura-se facilmente com o egoísmo e o desamor. Você perde o senso de povo, de comunidade, de grupo e até mesmo da importância de cada um em ações solidárias. O próximo e a próxima, onde ficam? Você acaba esquecendo que há crianças abandonadas, povos e pessoas desnutridos mergulhados na fome endêmica; você esquece os moradores de rua, esquece os pobres que constituem o grupo mais desprezado pelos governos políticos (mais de 30 milhões de pessoas, no Brasil; porém, 90 milhões estão na classe C, isto é, a classe social dos que não têm trabalho suficientemente remunerado, em subempregos, não têm moradia e nem gozam de benefícios como água encanada e esgotos sanitários; dos que recebem as esmolas do “bolsa-família”, que “envergonha ou vicia o cidadão”, no cancionéiro popular  (Luiz Gonzaga: rei do baião),  que dirá de poderem consumir o mínimo anunciado na mídia televisiva ou no marketing  infalível das novelas, e das partidas de futebol: a Copa do Mundo vem aí!). Enfim, você fecha os olhos para o mundo ao redor, cuidando de ganhar dinheiro, comprar seu carro, apartamento, fazer viagens internacionais, e se esquece dos irmãos (até na própria família originária; de alguém que tem até mesmo o seu sobrenome).

INTRODUÇÃO GERAL – CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA – CFE

Hoje, realizamos a CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA (CEF – 2010), que vem ocorrendo a cada 5 anos, dela participando anglicanos, metodistas, presbiterianos, católicos romanos, ortodoxos, e extra-oficialmente: batistas, pentecostais de diversos seguimentos evangélicos. O tema é Economia e Vida (Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro). O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo dominado pelo mercado (há igrejas que aderem abertamente a esta religiosidade pagã, da prosperidade, dos milagres, do sucesso pessoal, do egoísmo e da negação da solidariedade), onde tudo se compra e se vende. Pregadores praticamente vendem a alma ao diabo, embora o nome de Deus esteja em suas bocas (“Nem todos que dizem Senhor, Senhor, falam do Reino dos céus”).

O dinheiro, porém, se vier de Deus, vestirá e alimentará seu corpo, servirá para cuidar de sua saúde, para comprar livros e pagar escolas, para adquirir moradia e para custear seu lazer, suas férias, suas festas familiares. O dinheiro pagão, porém, resulta do culto às posses, às contas bancárias, poupança, aposentadoria, aos bens materiais, para patrocinar sucesso pessoal e alimentar a ambição e a ganância.

Hoje a situação não é muito diferente para todos os que pretendem viver de modo cristão. Se nos inícios, para celebrarem a sua fé, aconteceu aos cristãos ter de se esconder nos subterrâneos das catacumbas, atualmente podem celebrar o mais sagrado dos seus mistérios diante das câmeras bisbilhoteiras da televisão. Quando não delicia com as festas populares, como o Carnaval; com o futebol e os acontecimentos que envolvem seu clube preferido. Isso, porém, não quer dizer que tenha ficado fácil viver hoje de maneira autenticamente cristã.

As tentações de reduzir o sentido da vida ao bem-estar, ao consumismo fácil e até ao desperdício, as tentações dos ídolos do dinheiro e do mercado e os da religião milagreira, que põe a fé a serviço de interesses pessoais, estão fortemente presentes hoje, mais até do que no passado. E esses “demônios” (eles existem, claro!) se vencem pela fé e por uma prática de vida centrada no Evangelho. Jesus disse: “Esses demônios se vencem com jejum e oração”…

[Cf. Texto-Base: CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil;Roteiros Homiléticos, Revista Pastoral, Paulus].

QUARESMA – ANO  C

1o.Domingo: Deuteronômio 26.1-11; Salmo 91.1-2,9-16; Romanos 10.8b-13; São Lucas 4.1-13.

2o.Domingo: Gênesis 15.1-12, 17-18; Salmo 27; Filipenses 3.17—4.1; São Lucas 13.31-35.

3o.Domingo: Isaías 55.1-9; Salmo 63.1-8; 1Coríntios 10.1-13; São Lucas 13.1-9.

4o.Domingo: Josué 5.9-12; Salmo 32; 2Coríntios 5.16-21; São Lucas 15.1-3, 11b-32.

5o.Domingo: Isaías 43.16-21; Salmo 126; Filipenses 3.4b-14; São João 12.1-8.

Cor Litúrgica: Roxo

TEMPO COMUM (Depois da Epifania) – CALENDÁRIO LITÚRGICO – ANO C (2010)

TEMPO COMUM (Depois da Epifania) – CALENDÁRIO LITÚRGICO – ANO C (2010)
Cor litúrgica: Verde

TEMPO COMUM -  ANO C  -  2010

Primeiro Domingo – Isaías 43.1-7; Salmo 29; Atos 8.14-17; São Lucas 3.15-17, 21-22

Segundo Domingo – Isaías 62:1-5; Salmo 36:5-10; 1Coríntios 12:1-11; João 2:1-11.

Terceiro Domingo – Neemias 8.1-3, 5-6, 8-10; Salmo 19; 1Coríntios 12.12-31a; São Lucas 4.14-21.

Quarto Domingo – Jeremias 1.4-10; Salmo 71.1-6; 1Coríntios 13.1-13; São Lucas 4.21-30.

Quinto Domingo – Isaías 6.1-8 (9-13); Salmo 138; 1Coríntios 15.1-11; São Lucas 5.1-11.

Sexto Domingo -  Jeremias 17.5-10; Salmo 1; 1Coríntios 15.12-20; São Lucas 6.17-26.

Quaresma (Tempo litúrgico após o Carnaval)

Cor Litúrgica: Roxo

1o.Domingo: Deuteronômio 26.1-11; Salmo 91.1-2,9-16; Romanos 10.8b-13; São Lucas 4.1-13.

2o.Domingo: Gênesis 15.1-12, 17-18; Salmo 27; Filipenses 3.17—4.1; São Lucas 13.31-35.

3o.Domingo: Isaías 55.1-9; Salmo 63.1-8; 1Coríntios 10.1-13; São Lucas 13.1-9.

4o.Domingo: Josué 5.9-12; Salmo 32; 2Coríntios 5.16-21; São Lucas 15.1-3, 11b-32.

5o.Domingo: Isaías 43.16-21; Salmo 126; Filipenses 3.4b-14; São João 12.1-8.

Tempo da Páscoa

Cor Litúrgica: Amarelo ouro

Observe os comentários sobre esta postagem, abaixo. Há informações e contribuições importantes.
Não deixe de ler os Comentários Bíblicos no Orkut: CULTO – LECIONÁRIO LITÚRGICO

ESTRUTURA DO ANO LITÚRGICO – ANO “C” [2009/10]

ESTRUTURA DO ANO LITÚRGICO – ANO “C” [2009/10]

CALENDÁRIO LITÚRGICO 2009-2010

1. CICLO DO NATAL
1.1 ADVENTO
1.2 NATAL
1.2.1 EPIFANIA

1.3 CICLO DO TEMPO COMUM – 1a.Parte
2. CICLO DA PÁSCOA
2.1 TRÍDUO PASCAL
2.1.1 QUARESMA
2.1.1.1 QUARTA-FEIRA DE CINZAS
2.1.1.2 DOMINGO DE RAMOS
2.1.1.3 QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO
2.1.1.4 SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
2.1.1.5 VIGÍLIA PASCAL / DOMINGO PASCAL
2.1.2 TEMPO PASCAL
2.1.2.1 VIGÍLIA PASCAL / DOMINGO PASCAL
2.1.2.2 ASCENSÃO
2.1.2.3 PENTECOSTES

3. CICLO DO TEMPO COMUM – 2a.Parte
3.1 TRINDADE
3.2 AÇÃO DE GRAÇAS
3.3 REFORMA
3.4 CRISTO REI

LITURGIA PARA O TEMPO DO ADVENTO

Levando em conta solicitações, publicarei  algumas sugestões.
1 – A cor litúrgica é o Roxo (derivados: lilás, violeta, rosa, azul).
2 – Os panos litúrgicos para a mesa da comunhão devem ser das cores roxo, lilás ou violeta. O púlpito ou estante de leitura
terão panos ou faixas das mesmas cores (derivadas do roxo). Os panos básicos, se utilizados, devem ser de tom harmônico (do roxo).
3 – Luzes do altar nos tons: roxo, lilás, violeta ou rosa (ou velas, que tradicionalmente simbolizam a Luz presente no altar – Deus é Luz!).
4 – Flores, [artificiais de boa qualidade!, ou naturais] são sempre bem-vindas! Os tons acompanham os dos panos litúrgicos do Advento.

O advento é o tempo litúrgico do grande compromisso com Deus. Seu reino, sua vontade, seus imperativos. Olhando as realidades ao nosso redor, em nosso país, principalmente. O Ano Litúrgico da Igreja de Cristo vai começar com o Ciclo Natalino do Ano “C”. O tempo é o do Advento, esperaremos a vinda do Senhor. As leituras estão contando a História da Salvação. A Igreja é a primeira interessada, todos devem tomar consciência da Salvação e reativar suas esperanças. São várias as implicações desse tempo: vigilância, alerta constante, pois a novidade do Evangelho chega a qualquer momento. Em Jesus, Deus em carne e osso. Dentro da história humana, o reino de fraternidade, de paz e de justiça, nos chega. De modo radical, a promessa decisiva de transformação do mundo é cumprida. Do Cristo de Deus, através de nossa conversão — nova mudança no itinerário da fé — um caminho sempre incompleto, se anuncia a salvação. É hora de reproduzir e fazer repercutir o Evangelho de Deus (que não se confunde com o escrito formal: a Bíblia impressa).

Não existe em nós espanto sobre sinais no espaço cósmico, o sol, a lua, as estrelas. Nossa angústia e insegurança residem nos sinais da crise que a religião não vê, econômica, conflitos sociais evidenciados nos sem-teto, sem-terra, sem-emprego, sem-saúde, sem-escola formadora do desenvolvimento. Há racismo velado, camuflado, contra políticas afirmativas reina a intolerância. Negros reclamam “consciência negra”, lembrando Zumbi. Outras etnias falariam da “consciência branca”, sinais de “falsa estabilidade” política, corrupção, abuso de poder, personalismo, esforço do governo e das elites dominantes para restringir a participação popular nos privilégios que alcançaram, cooptação à mais recente expressão da selvageria liberal, com cara mentirosa, falsamente socialista, exclusivista, exigente de mais privilégios e bem-estar individuais… Para quem individualmente já é privilegiado. E falta pão e trabalho para os muitos. Há frustração… muita frustração. As promessas não foram cumpridas.

“Prepararem o caminho do Senhor” (Is 40,3-5). João Batista é a voz que clama no deserto: “Endireitem os caminhos do Senhor… façam penitência, porque no meio de vocês está quem não conhecem, do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias… Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo” (Mc 1,1-3; Jo 1,29). Que é que o Lula quis dizer quando insinuou: “Chaves, você se parece com Jesus…”, um messias substituto para a América Latina? Tantas são as estruturas perversas, muita arrogância, tantos são os pecados estruturais que oprimem os sem-poder, desvalidos, escravos do mal social e dos sistemas injustos (religião alienada, política, corrupção, economia acumuladora do capital, judiciários a serviço da opressão social). Como acontecerá a salvação? No Advento refletimos sobre a palavra de Deus, no que diz respeito à chegada do reinado de Deus. A justiça começa nos corações arrependidos, porque acreditamos na política, adotamos a religião de mercado e de conformismo. Corações ao alto! O Senhor vem.

LITURGIA – Tempo do Advento

ENTRADA

Prelúdio – reverência, silêncio e oração

Liturgista (iniciando a costura) Quando José soube da gravidez de Maria, entrou em crise. Pensou em abandonar essa mulher. Mas teve medo das consequências dessa decisão. Então ele sonhou, e eis que Deus lhe disse: “José, filho de Davi, não tenha medo, pois essa criança que vai nascei é Emanuel, Deus conosco”.

Vivemos tempos de crise e desânimo. Pressões no bolso, na consciência e no coração. Mas é Advento. Podemos nos encorajar mutuamente, orientados pela Palavra de Deus. Saibam todos e todas, vocês: não há motivo para o medo. Deus está entre nós!

Acolhida

L.Animados por essa Boa Notícia, cumprimentemos as pessoas que estão ao nosso lado.

L. (costura para a entrada: o povo fica de pé) Porque Deus está entre nós, cantamos com alegria: (Hinário local: hino para o Advento) Te louvamos, ó Deus.

L. Em nome do Deus que vem a nós; em nome do Filho Emanuel, Deus conosco, e em nome do Espírito Santo, que nos encoraja a confiar em Deus.

Povo: Amém.

(Hinário local) Vem, Espírito Santo.

Cantar imediatamente, sem outros comentários:

Confissão de pecados

L. Perante o Deus Emanuel, confessemos nossos pecados (assentados).

- Dos pecados nos falam os galhos e espinhos secos, elementos disponíveis à vista de todos (neste instante, duas pessoas podem começar a afixar esse material na “coroa”, se for convencionado [há igrejas que usam arbustos secos, ao invés]. E a confissão inicia; se necessário, fazem-se intervalos para permitir a confecção da “coroa” [ou fixação no arbusto seco], se for programado, até o final desta oração).

Deus Eterno, confessamos nosso sentimento de medo, que se deve a diversos motivos. E aí ficamos arrasados. Às vezes duvidamos da tua presença. Deixamos que o medo anule nossa fé e nossa esperança. Por isto:

L./Povo (cântico/refrão) Perdão, Senhor, perdão!

L. Confessamos que deixamos nossa resistência enfraquecer. Sem coragem, deixa-mos de enfrentar os riscos que ameaçam a vida. Por isto:

L/Povo (cântico/refrão) Perdão, Senhor, perdão!

L. Confessamos que, por causa do medo, facilmente acabamos ouvindo e seguindo outras propostas que as tuas. Deixamo-nos abater e envolver em projetos que, por fim, conduzem à morte. Por isto:

Cântico: Perdão, Senhor, perdão!

L. Confessamos que nos tornamos escravos do medo. Frágeis, desconfiamos de quem está próximo de nós e até de ti. Por isto:

Cântico Perdão, Senhor, perdão!

Declaração de perdão

O Perdão de Deus é declarado (povo de pé, pois o perdão é também sinal de  ressurreição e reconciliação)

L. Conforme o profeta Miquéias, o Deus Emanuel vem ao nosso encontro, não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia (ler: Mq 7.18). Em Jesus, Deus perdoa os nossos pecados. Isto é motivo de esperança para nós, e é o que indicam os galhos verdes. (Duas pessoas começam a afixar os galhos verdes na coroa) E por isto nós podemos cantar:

Louvor

L. (Hinário local, coletâneas, etc.) Reunidos aqui, só pra louvar ao Senhor.

L. (costura…) Porque Deus está entre nós, podemos vencer o medo e nos alegrar. Dessa presença de Deus entre nós nos fala a luz da vela (uma ou mais velas podem ser colocadas e acesas na coroa neste instante). E é por isto que oramos em confiança:

L. Senhor, vem e acende em nós a chama da fé e da esperança. Aproxima-te de nós. Faze com que andemos de cabeça erguida e confiemos na tua presença junto a nós. Senhor, acorda-nos para podermos ouvir tua Palavra com ouvidos atentos. Ensina-nos a sonhar com a vida em abundância, livre e envolta pela paz e a justiça de Jesus.

Povo: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

Leituras no AT

Salmo Responsorial

Epístola

Evangelho [Lê-se obrigatoriamente de pé]

[Havendo Lecionário adotado, batista, presbiteriano, anglicano, metodista, luterano, etc., este será usado. Uma questão de harmonia e sintonia confessional que deve ser observada. Deve-se observar a orientação temática entre o Antigo Testamento, salmo responsorial, Epístolas do Novo Testamento e o imprescindível Evangelho do tempo litúrgico].

L. (costura) A Palavra de Deus orienta, sustenta, transforma.

Comunidade  (Cântico/refrão) Senhor, que tua Palavra ou: Enquanto teu livro eu ler…).

L. Leitura do livro do profeta Isaías 40.1-11.

Salmo responsorial (Sl 85.7-13).

L. Leitura da carta de Paulo aos Romanos 16.25-27.

- Após a leitura, segue uma breve pausa.

Leitura do Evangelho (sempre de pé)

L. Aclamemos o Evangelho, cantando:

Cântico: Aleluia.

L. (versículo de aclamação) “Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, e concede-nos a

tua salvação” (SI 85.7).

Cântico: Aleluia.

L. O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 1.18-25.

Segue a leitura. Ao final, o Liturgista dirá:

L. Palavra do Senhor.

Povo/comunidade: Cântico – Louvado sejas, Cristo!

L. (Hinário local, p.ex.) Da cepa brotou a rama.

(Proclamação da Palavra)

L. Deus bondoso e querido! Intercedemos por todas as autoridades, para que suas decisões sejam orientadas pela tua justiça e seu empenho esteja voltado para projetos que promovem a vida. Por iluminação da palavra proclamada.

Cântico (breve refrão/ hinário local): Ouve nossa oração e atende nossa súplica.

Pregação

Intercessão

L. Intercedemos, nosso Deus, pelos lugares em que reina a corrupção e a sede de proveito particular, para que neste tempo de Advento o Espírito Santo transforme os corações das pessoas que praticam a corrupção e elas se orientem pela tua verdade.

Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.

L. Intercedemos, nosso Deus, pelas pessoas, grupos e organizações que são ameaçadas e perseguidas porque se empenham por projetos que promovem a dignidade humana, que anunciam um novo tempo de paz.

Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.

L. Intercedemos, nosso Deus, por tua Igreja, para que, com voz profética, se empenhe em defesa da vida.

Cântico:  Ouve nossa oração e atende nossa súplica.

L. Intercedemos, Deus Emanuel, pelas pessoas que sofrem, pelas que já fraquejaram e desesperaram, para que neste de tempo de Advento também elas encontrem novo alento e a ação da Igreja se transforme em apoio concreto para afastar o medo.

Cântico:  Ouve nossa oração e atende nossa súplica.

L. Ouve, Senhor, nossa oração e acolhe nossa súplica, por Cristo, nosso Senhor.

Povo: Amém.


LITURGIA DA CEIA DO SENHOR NO ADVENTO

INSTRUÇÃO PARA A CELEBRAÇÃO

A AÇÃO DE GRAÇAS E O PARTIR DO PÃO

L. Deus veio a nós no menino nascido em Belém. Deus vem a nós na Ceia que Jesus instituiu. Na comunhão de mesa celebramos sua presença, pois ele é Deus Emanuel. Que essa comunhão com Cristo afaste de nós o medo, fortaleça a esperança na vinda plena do Reino que aguardamos e a disposição para servirmos ao Senhor a cada novo dia.

Os elementos (oferendas) para a Ceia são levados e postos sobre a mesa da comunhão. Enquanto isso, a comunidade pode cantar (hino sobre a comunhão e ceia) ou permanecer em silêncio.

L. (Hinário local) Tema: Na Ceia do Senhor nós celebramos

L. (Diálogo) O Senhor seja convosco.

Comunidade -  E contigo também.

L. Elevai os corações!

Com. – Ao Senhor os elevamos.

L Demos graças ao

Senhor, nosso Deus!

L (Diálogo) O Senhor esteja com vocês.

C – E com você também.

L. Vamos elevar os nossos corações?

C. – Ao Senhor os elevamos.

L Vamos dar graças ao Senhor, nosso Deus?

C – Isso é digno e justo.

L. (Prefácio) Sim, é digno, justo e nosso dever que, em todos os tempos e lugares, rendamos graças a ti, Deus eterno e todo-poderoso. Pois no tempo de Advento podemos festejar a vinda de teu Filho para favorecer a vida e manter a aliança com teu povo. És Deus presente e acompanhas o teu povo na caminhada em busca de uma vida renovada. Por isso, com toda a Igreja, engrandecemos o teu nome, cantando:

C. -  (Sanctus: – Hinário local) Santo, santo, santo.

L. (Anamnese: dar graças e trazer à memória significados da Ceia do Senhor) Graças te damos, ó Pai, que preparaste o caminho para o teu Filho, através de profetas e profetisas que clamaram no deserto. Graças te damos porque o próprio Jesus confirmou a tua paixão por caminhos em que reinam a esperança do novo, a resistência ao mal e o vigor da vida.

L/Povo. Ele veio nos salvar!

L. (Narrativa da instituição bíblica da Ceia) Graças de damos pelo sacrifício de Jesus em nosso favor. Pois na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vocês, façam isto em memória de mim (breve pausa). Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue. Façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim (1Co 11.23-24).

Cântico (também pode ser falado…): Jesus, tua morte nós anunciamos. Porém, louvamos tua ressurreição. Até que venhas com teu poder sobre toda a Criação.

L. (Epiclese: consagração eucarística, implorando a bênção divina sobre as oferendas). Envia, Deus da esperança, o Espírito de vida e de amor que acompanhou e animou  profetas na tarefa de preparar o caminho para Jesus, para que, pela força do mesmo Espírito, partilhando o pão da vida e o cálice da nova aliança, nos tornemos, em Cristo, um só corpo que vive e anuncia a esperança.

Comunidade -  (Hinário local ) Vem, Espírito Santo.

L. (Mementos: fatos para lembrar) Lembra-te, Senhor, das pessoas que perseveraram na fé e guia-nos com elas à festa da alegria plena, preparada para teu povo, em tua presença, com teus profetas, apóstolos e mártires, e todos que viveram em torno da tua amizade. Unidos a eles, proclamamos tua misericórdia e anunciamos o teu Reino, para o qual, em Cristo, nos convidaste.

Cântico: (Hinário local – Doxologia –  glorificação dirigida a Deus) Por Cristo, com Cristo e em Cristo: “A Deus demos glória por Cristo Jesus”.

L. O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo. O pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo.

COMUNHÃO

Cântico: (refrão do Hinário local exaltando a comunhão dos crentes) Nós, embora muitos, somos um só corpo.

L. Venham participar, pois tudo está preparado. Jesus diz: Eis que estou à porta e bato!

L. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

Povo: E sua misericórdia dura para sempre.

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO

L. Oremos.

Deus amigo, agradecemos-te porque nos restauras na comunhão da Ceia. Concede, em tua bondade, que ela nos fortaleça na confiança em tua presença constante ! e na prática do amor ao nosso próximo. Isto te pedimos por Jesus Cristo, nosso

Senhor.

Povo: Amém.

LITURGIA DE SAÍDA

L. (Hinário local) Tema: Advento é tempo de preparação.

Bênção (ministro ou povo cantando, com elevação de mãos)

Envio

L. Vão e, na companhia do Deus Emanuel, sirvam ao Senhor com alegria, esperança e fé, até que o Senhor venha.

Povo: Demos graças a Deus.

Poslúdio

Oração em silêncio

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Liturgista: rev.Derval Dasilio

Igreja Presbiteriana Unida do Brasil

IPU – MARUÍPE

Centro de Formação Teológica R.Shaull

Obs: Indicamos a revista TEAR da Editora Sinodal, produzida pela equipe de liturgos mestres e doutores da Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, RGS. Esta sugestão foi adaptada da publicação Livro de Culto, da IECLB, a partir do mais recente trabalho de formação superior,  mestrado em liturgia na EST – IECLB.

Dos hinários modernos, Jacy Maraschin deixou-nos o mais excelente trabalho musical litúrgico disponível no Brasil.  Trata-se do Novo Canto da Terra, editado pelo Centro de Estudos Anglicanos. Imprescindível. Mas não se dispense o Hinário para Culto Cristão, da Bompastor Editora, produção de liturgistas batistas.

AULAS E TEXTOS – História da Igreja (IV): ONLINE

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Alunos matriculados devem marcar presença e comparecer à aula presencial/quinzenal.
Observadores podem entrar e comentar livremente, sem restrições (a não ser que o assunto
esteja fora do contexto da AULA).

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1o. TEXTO – HISTÓRIA DA IGREJA – MODERNIDADE
PROJETO DE REFORMA DA IGREJA – SPENER

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2o. TEXTO – A IGREJA E A TEOLOGIA NO ILUMINISMO
Link da 2a.AULA:
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