Minha netinha nasceu. Como vou lhe explicar a grandeza e os mistérios profundos do amor e da beleza e da criação, se eu mesmo não sei o significado da palavra Deus e o tremendo mistério da vida? Olhando seus olhos azuis, que contemplarão o fulgor da luz, as miríades de cores e formas existentes, o brilho das estrelas. Seus ouvidos logo ouvirão os sons do universo, desde o canto dos pássaros aos ornamentos barrocos da música de Bach que amamos tanto. Castro Alves já dizia: “ora direis ouvir estrelas…”. Mas sei que todos os mistérios do mundo se escondem nesses olhos recém-iluminados pela vida inventada pelo Criador.
O poeta inglês Willian Blake disse certa vez que o mistério da vida poderia estar num simples grão de areia, e Rubem Alves sugeriu que simples gotas de orvalho, repousando numa flor, oferecem a visão do universo inteiro. Pensar no que os olhos de uma criança nascitura poderá contemplar é também pensar no que ela mesma significa entre os seres criados. O mistério do homem e de Deus e suas grandezas originais, nas realidades que compõem o mistério do próprio Universo em todas as probabilidades, nasce com o bebê que ao ver a luz já emite o berro primal, reclamando: “qual é o meu lugar nesse mundo”?
A natureza na Terra é esplêndida, maravilhosa. Há alguns anos atrás, estudos definiram o átomo como a menor molécula existente. Hoje há outras definições. Comparando-o a um estádio, todo o espaço entre o núcleo e as arquibancadas seria vazio, oco. Não há nada ali. E tudo que existe é formado por milhares ou trilhares de átomos condensados ou compactados. Ou seja, tudo o que os olhos podem ver, na verdade é uma junção de bilhões de “nadas” juntos, tornando-se em alguma coisa. Essa é a base da Física Quântica; todas as probabilidades. Um universo de possibilidades ilimitadas. Contudo, “o que não é”, o misterioso, sempre se apresenta em números e valores maiores (Davy Rodrigues).
Há os que dizem que a Terra teria cerca de 4,6 bilhões de anos. Mas a história natural do planeta e sua geologia é muito mais complexa. São processos que levam bilhões de anos, juntamente com o processo de outros planetas. Surgem estrelas novas a cada momento. Estrelas antigas, extintas, ainda deixam seu brilho em bilhões de anos-luz percorrendo o espaço. O Universo é múltiplo, plural, rico em detalhes, além de estenso e ainda encontrar-se em expansão. De fato, está ficando cada vez maior. Astrônomos perscrutam o espaço sideral e acreditam que o Universo está se expandindo; que todos os pontos do Universo estão ficando mais distantes uns dos outros à medida que o tempo passa. Não é que as estrelas e galáxias estão ficando maiores, na verdade o espaço entre todos os objetos é que está se expandindo com o tempo.
Aqui nos deparamos com o destino humano, perspectivas abertas, horizontes infinitos, sem nos privarmos do esplendor da vida em todas as suas manifestações. Sonhamos com paraísos, construímos utopias. Como os sons e as tonalidades do Universo, podemos dizer que há um céu em nós, como há um sol, estrelas; que não há um “eu” sozinho, mas muitos “eus” compartilhando a vida criada por Deus. Sempre em busca da plenitude. Paraísos são sempre sonhados para serem realizados. Paraísos são a Esperança. Precisam ser vividos, necessitam ser magnificados. Bachelar recorre à poesia, poder da imaginação, porque um poeta imita Deus quando recorre à eficácia das belas imagens do mundo criado. Diria que “um belo poema, como o da Criação e do Universo inteiro (Salmo 19), não é mais que uma maravilhosa loucura retocada”. Só os poetas, e o próprio Deus, crêem que a beleza do mundo inteiro, como os seus mistérios, está nos olhos da minha neta recém-nascida. Os céus declaram a poesia de Deus, e o firmamento declama a obra das suas mãos.
http://www.youtube.com/watch?v=v6MKOY9x_ds&feature=related
Foto do perfil: Ludmila Dasilio [2007]
CALENDÁRIO DO ANO A – 2011
28/12/2010
Devemos remeter os usuários deste Blog de Liturgia para o site
LITURGIA – IGREJA PRESBITERIANA UNIDA DO BRASIL
http://www.ipu.org.br/outubro_2010.html
Esta assumiu a publicação do trabalho deste autor, a partir
do Tempo Litúrgico do ADVENTO (Ano A). Todo material
aqui publicado será encontrado lá, em primeira mão. Por exemplo:
DOMINGO DEPOIS DO NATAL
Isaías 63,7-9 – Tu és o Pai que nos protege
Salmo 148 – Louvai-o, ele liberta crianças e jovens
Hebreus 2,10-18 – Ele participou da nossa condição
Mateus 2,13–23 – O massacre dos inocentes
MASSACRE DOS FAMINTOS E DESNUTRIDOS
“Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito”. No meio do
tempo de Natal o Evangelho fixa nossa atenção numa realidade muito
humana da vida de Jesus. Como todo ser humano, ele contou com uma
família que o criou… Teve um pai e uma mãe humanos, um ambiente
comunitário no qual foi se desenvolvendo até chegar a ser adulto, que o
modelou e preparou para realizar sua missão. No livro deuterocanônico
de Ben Sirac (Sirácida), dos livros sapienciais na Septuaginta (Bíblia
Grega), encontramos ensinamentos para se saber viver na presença de
Deus e na comunidade humana.
Jesus nasce também debaixo de um decreto cuja intenção
primeira era a de mobilizar os meios de arrecadação tributária para
conhecer os números, identificar os possíveis devedores de impostos.
Engordavam-se os cofres de um império cruel, desumano, insensível à
miséria dos milhões de oprimidos, desapoderados; sem dignidade,
cidadania, escravizados pelos sistemas econômicos, apoiados pela
religião dominante e pela política de seu país. Como hoje, prevalecia o
deboche dos opulentos, dos controladores da sociedade e seus
coquetéis de absinto e heroína, e comprimidos mágicos de ecxtasy, que
os embriagam e excitam enquanto vivem a hipocrisia da abundância (e
haja abundância para satisfazer a sociedade do lixo e do desperdício).
Cabe-nos observar a “luz” que se derrama sobre os “impérios
sagrados” da economia mundial e suas impiedades estruturais (Mt 2,7),
mantenedores das desigualdades. Augusto, imperador, era considerado
“divino”, um deus; alguém que quer ter o poder “sagrado” de controlar,
submeter, recolher tributos, royalties, taxas de empréstimos, de todos
os habitantes da terra (oikumene); que, no seu entender de governante
mundial, lhe devem e têm que pagar, irrevogavelmente.
“A história da humanidade espera com paciência o triunfo dos
humilhados” (Tagore). Vimos no GloboNews a maravilhosa mineira
Adélia Prado. Perguntada sobre “o que ela espera…”, numa confissão
comovente, respondeu com longa reflexão sobre o sentido da vida:
“Espero Jesus!”. Meu Natal, passarei refletindo sobre as sociedades
herodianas de nosso tempo: se pudessem, matavam o “menino semnada”
no berço… mais uma vez. Mas a Esperança de vida, como a
borboleta, tem asas e muitas cores… Jesus nasceu e sobreviveu aos
determinismo sociais da época. A fome e a miséria eram o cenário onde
nasciam os menininhos pobres e carentes como ele, sem nenhum
perigo para a sociedade que os excluía imediatamente, dispondo-se a
exterminá-los. Logo depois, para eliminá-lo, essa mesma sociedade
promovia ou apoiava um genocídio, o mais clamoroso das histórias do
Evangelho. Os meninos do tempo de Jesus nasceram condenados à
morte desde o nascimento. Hoje, conhecemos seus irmãozinhos, em
todo o mundo, que nascem também com essa condenação, juntamente
com o menino nascido na estrebaria e embalado num berço
improvisado num cocho.
A Natalidade de Jesus de Nazaré é um convite para
mergulharmos na realidade que se apresentava ao menino que irrompe
do ventre de sua mãe adolescente, gravidez sob condenação social,
numa estrebaria, um sem-terra, sem-teto, sem-nada, à semelhança das
crianças que nascem no terceiro mundo, e no Brasil (IBGE, entre 53
milhões de brasileiros e brasileiras constantes na escala social dos que
se encontram, no mundo da economia, e do consumo de bens
essenciais: alimentos, habitação, trabalho, transporte, lazer, na
pobreza e na miséria total. Se Jesus nascesse aqui, sob a opressão dos
sistemas econômicos, seria um dos bebês que vêm ao mundo devedor
de milhares de dólares ao FMI, BID, G-8, (cf. dados do IPEA). Mas que
não se esqueça: ao mesmo tempo, seria credor de dívidas sociais desta
sociedade dita cristã que lhe deve tudo e não quer pagar. Não há
Procon que resolva…
Vivemos uma cultura sitiada pelo dinheiro (Jurandyr Freire). A
sociedade herodiana, sem se importar com custos e sacrifícios impostos
à maioria dos jovens, sob cenários intermitentes de violência e exclusão
social, decreta a morte das utopias, e tacha de ilusórias as lutas por
um mundo em que caibam as crianças que nasçam para um mundo
em que prevaleçam os valores da justiça, igualdade e solidariedade.
Porém, sobrepõe-se o egoísmo das elites privilegiadas que também
sustentam a economia do narcotráfico – postura que é produto do
absoluto cinismo – das muitas pessoas e instituições que vemos
participando de atos “aristocráticos”, fazendo declarações e defendendo
hipocritamente o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Hélio Luz incomodava desembargadores, magistrados, figurões da Tv, e
políticos do alto clero, anos atrás, quando denunciava algo semelhante.
A Natalidade do Senhor é tempo de esperança porque Deus
resgata o povo pobre e sem valor e o chama para o centro da história da
salvação. A leitura em Mateus nos apresentará a concepção de Jesus
por obra do poder divino. Mas é também por esse poder que a família
do menino nascido de mulher sobreviverá aos poderes políticos,
econômicos e religiosos atrelados para o extermínio da esperança: o
genocídio social, que parece não cessar nunca. Estudos feitos por
paleopatologistas, analisando a época de Jesus e dos apóstolos,
indicam que doenças infecciosas e desnutrição eram generalizadas. Por
volta dos 30 anos a maioria das pessoas sofria de verminose – 50% dos
restos de cabelo, encontrados nas escavações arqueológicas tinham
lêndeas de piolhos –, seus dentes tinham sido destruídos, e suas vistas
arruinadas. É possível, por exame do DNA, identificar doenças
endêmicas, e mesmo identificar os resultados da desnutrição e da fome,
naqueles dias. Realidade que não mudou para 2 bilhões do planeta,
entre eles mais de 1 bilhão de crianças morrendo por causa da fome e
desnutrição.
Com moradias precárias, sem condições sanitárias adequadas;
sem assistência médica; com má alimentação, os desfavorecidos faziam
parte de um mundo que precisava ser implodido, e o quadro romântico
que um leitor ou uma leitora da Bíblia em nossos dias faz dos ouvintes
de Jesus, não faz justiça ao menino nascido numa estrebaria. Sombrio,
o natal de Jesus. Todos os anos a ONU (Organização das Nações
Unidas) publica índices de “qualidade de vida” (IDH), e nosso país,
entre os de economia mais sólida no mundo, sempre está entre os
últimos desse planeta. Onde estaria essa pobreza que não poucos
admitem? A eles, os pobres e miseráveis, o Reino de Deus e a sua
justiça eram anunciados e ofertados por discípulos e apóstolos de
Jesus Cristo. Ele está entre os milhões de miseráveis e excluídos de
nossa época (Mt 25: “Quando te vimos? Me vistes quando eu estava
doente… nú… com sede, fome e frio…”).
—
Derval Dasilio
Pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Autor do livro O DRAGÃO QUE HABITA EM NÓS (Metanoia-2010)
Blog: www.derv.wordpress.com
Artigos na Ultimato Online
http://www.ultimato.com.br/ultimas/autor/derval-dasilio/#

O Tempo Comum depois de Pentecostes reflete, nas leituras, os acontecimentos próprios da Igreja Inicial, no discipulado dos cristãos para a “vida de fé” orientada pelo Espírito Santo, e não por ditames doutrinários da religião. A religião combatida por Jesus legitimava uma cultura patriarcal, domínio masculino absoluto, onde uma viúva, por exemplo, sem nenhum filho homem estaria condenada à morte social. A mulher exercia um papel secundário na família, na comunidade e na sociedade. O órfão e a viúva são símbolos, em Israel, terra ancestral de Jesus, do cuidado que merecem da parte de Deus. Legitimava, também,a religião, o abandono dos fracos e oprimidos pelo sistema de exploração que garantia às elites o gozo de direitos econômicos e sociais em detrimentos dos restantes. As desigualdades eram admitidas como destino natural para os que não conseguem superar a miséria e a fome.
Portanto, Jesus oferece a ressurreição que vai contra dois princípios de domínio do povo, um no mundo religioso onde mulheres, homossexuais, prostitutas, socialmente fracos, deficientes, coxos, cegos, leprosos, nada valiam, e outro no campo político, lugar em que a morte pretendia calar os insubordinados. A ressurreição social, a afirmação da vida, a garantia de plenitude em bem-aventuranças para os fracos, os oprimidos, os esmagados e abandonados socialmente, é apontada na mensagens bíblicas do Calendário Cristão. Estava lançada a base da nova religião de justiça, de indignação contra o mal estrutural, iniciada por João Batista e fortalecida pelo movimento pedagógico de Jesus. Religião que esvazia o poder da morte e o poder de todos aqueles que a utilizam para dominar os outros, substituída pela justiça de Deus. A morte não tem mais poder, pois, com Jesus, é possível a ressurreição, todas as ressurreições!, em todas as formas, inclusive as sociais ou existenciais, quando se fazem necessárias! O reinado de Deus é também o reinado da vida.
LER
MENSAGENS & COMENTÁRIOS – PÁGINA AO LADO
http://derwal.wordpress.com/domingo-liturgico-mensagens-comentarios/
Uma parábola para este Tempo Litúrgico:
O BOI ZEBÚ E AS FORMIGAS
Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), nordestino, maravilhoso poeta de cordel, falava do Boi Zebu – paráfrase do poder opressor que chega e “vai pisando tudo, inté nos formiguêro”: (…) “Com a feição de guerrêra/ Uma formiga animada / Gritou para as companhêra: / – Vamo minhas camarada / Acaba com os capricho / Deste ignorante bicho / Com a nossa força comum / Defendendo o formiguêro / Nós somos muitos miêro / E este zebu é só um. Tanta formiga chegou / Que a terra ali ficou cheia / Formiga de toda cô / Preta, amarela e vremêa / No boi zebu se espaiando / Cutucando e pinicando / Aqui e ali tinha um moio / E ele com grande fadiga / Pruquê já tinha formiga / Até por dentro dos óio. / Com o lombo todo ardendo / Daquele grande aperreio / O zebu saiu correndo / Fungando e berrando feio / E as formiga inocente / Mostraro pra toda gente / Esta lição de morá / Contra a farta de respeito / Cada um tem seu direito / Até nas leis naturá. / As formiga a defendê / Sua casa, o formiguêro, / Botando o boi pra corrê / Da sombra do juazêro, / Mostraro nessa lição / Quanto pode a união; / Neste meu poema novo / O boi zebu qué dizê que é os mandão do podê, / E as formiga é o povo”.
TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES
DOMINGO DA TRINDADE (Cor Litúrgica: Branca)
Cor Litúrgica: Verde
9º. Dom. – TRINDADE - 1Reis 18.20-21 (22-29) 30-39; Sl 96; Gálatas 1.1-12; Lucas 7.1-10
10º.Dom – 1Reis 17.8-16 (17-24); Salmo 146; Gálatas 1.11-24; Lucas 7.11-17
11º.Dom – 1Reis 21.1-10 (11-14) 15-21a; Sl 5.1-8; Gl 2.15-21; Lucas 7.36—8.3
12º.Dom – 1Reis 19.1-4 (5-7) 8-15a; Salmo 42 e 43; Gálatas 3.23-29; Lucas 8.26-39
13º.Dom – 2Reis 2.1-2, 6-14; Sl 77.1-2, 11-20; Gl 5.1, 13-25; Lucas 9.51-62
14º.Dom – 2Reis 5.1-14; Salmo 30; Gálatas 6.(1-6) 7-16; Lucas 10.1-11, 16-20
15º. Dom – Amós 7.7-17; Salmo 82; Colossenses 1.1-14; Lucas 10.25-37
16º..Dom – Amós 8.1-12; Salmo 52; Colossenses 1.15-28; Lucas 10.38-42
17º.Dom – Oséias 1.2-10; Salmo 85; Colossenses 2.6-15 (16-19); Lucas 11.1-13
18º. Dom. – Oséias 11.1-11; Salmo 107.1-9, 43; Colos 3.1-11; Lucas 12.13-21
19º. Dom. – Is 1.1, 10-20; Sl 50.1-8, 22-23; Hb 11.1-3, 8-16; Lucas 12.32-40
20º. Dom. – Isaías 5.1-7; Salmo 80.1-2, 8-19; Hb 11.29—12.2; Lucas 12.49-56
21º. Dom. – Jeremias 1.4-10; Salmo 71.1-6; Hebreus 12.18-29; Lucas 13.10-17
22º. Dom. – Jeremias 2.4-13; Sl 81.1,10-16; Hb 13.1-8, 15-16; Lucas 14.1,7-14
23º. Dom. – Jeremias 18.1-11; Salmo 139.1-6, 13-18; Fil 1-21; Lucas 14.25-33
24º. Dom. – Jeremias 4.11-12, 22-28; Sl 14; 1Timóteo 1.12-17; Lucas 15.1-10
25º. Dom. – Jeremias 8.18—9.1; Salmo 79.1-9; 1Timóteo 2.1-7; Lucas 16.1-13
26º. Dom. – Jer 32.1-3a, 6-15; Sl 91.1-6, 14-16; 1Tim 6.6-19; Lucas 16.19-31
27º. Dom. – Lamentações de Jeremias 1.1-6; Lamentações de Jeremias 3.19-26
ou Salmo 137; 2Timóteo 1.1-14; São Lucas 17.5-10
28º. Dom. – Jeremias 29.1, 4-7; Salmo 66.1-12; 2Tim 2.8-15; Lucas 17.11-19
29º. Dom. – Jeremias 31.27-34; Sl 119.97-104; 2Tim 3.14—4.5; Lucas 18.1-8
30º. Dom. -Joel 2.23-32; Salmo 65; 2Tim 4.6-8, 16-18; Lucas 18.9-14
31º. Dom. Habac 1.1-4, 2.1-4; Sl 119.137-144; 2Tes 1.1-4, 11-12; Lucas 19.1-10
32º. Dom. – Ageu 1.5b—2.9; Sl 145.1-5, 17-21 ou Sl 98; 2Tes 2.1-5, 13-17; Lucas 20.27-38
33º. Dom. – Isaías 65.17-25; Isaías 12; 2Tes 3.6-13; Lucas 21.5-19
Cristo, o Rei do Universo - (Último domingo do calendário: Cor Litúrgica Vermelha)
Jeremias 23.1-6; São Lucas 1.68-79; Colos 1.11-20; Lucas 23.33-43
PÁSCOA – CALENDÁRIO LITÚRGICO
De todas as crises (krysis), a morte é a mais decisiva da vida humana. Isso implica também em decisão, por que até aqui ainda se pode adiar, protelar, manter em luz-e-sombra o que fazer da vida. Agora não há meio-termo. Não é mais possível flutuar na ambiguidade, é inevitável o desmoronamento do homem exterior (L.Boff). Mergulhadas no mais recôndito lugar, no interior de nossa humanidade, evocando o que não é consciente, individual e coletivamente, à luz de atavismos, heranças ancestrais que agora se apresentam irrevogavelmente, as verdadeiras dimensões do que somos são expostas à clareza do sol do meio-dia, com a morte. Caem todas as máscaras que encobrem nossa autenticidade, a realidade sai da nebulosidade: nós somos o que somos, humanos e sem mais recursos. Não há maquiagens que possam esconder nosso verdadeiro rosto. Na morte.
Somos mortais. Jesus Cristo assumiu nossa condição. Somos homens e mulheres mortais num mundo onde a morte, sob todas as formas possíveis, quer reinar. Não sabendo acolher a vida biológica como dom divino, um dado natural na existência dos seres comuns, na incerteza traiçoeira que produz angústia e terror pela vida mortal, a compreensão judaico-cristã tornou a morte um castigo como conseqüência do pecado. E não erra no sentido. No entanto, esse conceito nada significa se não reconhecemos que, na experiência do cristão e da cristã se produz a novidade de vida e ressurreição permanente, continuamente, da criatura e da criação. Certamente destacando-se a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, inaugurador da nova humanidade e campeão vitorioso sobre a morte. Por causa dele, há possibilidades para todos nós, de superar a morte. Em Cristo todas as ressurreições são possíveis. Onde há morte, sobrepõe-se a vida. E a vida é dom de Deus. E Deus é o Deus da Vida.
Falaremos nesta Páscoa sobre a ressurreição que se refere à intervenção de Deus na história dos sofredores, vítimas dos pecados seus e da sociedade opressora, dos crentes e da religião, que se juntam mortalmente na mesma vala da alienação, na equidistância das massas sofredoras, especialmente neste mundo histórico e geograficamente situado abaixo da Linha do Equador. Lugar de povos humilhados, vítimas de pecados estruturais e de tantas violências da parte de outros; etnias exterminadas, culturas apagadas por processos de aculturação (Paulo Freire); doentes, moribundos, acometidos de enfermidades que retornam continuamente, enquanto populações inteiras são exterminadas, inclusive culturalmente.
Falaremos das gentes sem esperança, derrotadas pela realidade que esmaga e destrói as utopias de salvação, detonando os sonhos de bilhões de seres humanos oprimidos, servindo o império da morte. O desespero é uma força que instila impotência, fatalismo, destino inevitável, submissão dos escravizados ao mal, como se este fora um decreto divino irrevogável e irreversível. A ressurreição do Senhor desmente a falácia do mal irreversível. Ela constitui a nossa esperança suprema na salvação a na libertação que só Deus pode proporcionar.
A ressurreição marca a presença da vida que se sobrepõe à morte e ao sofrimento; ao derrotismo, quietismo, conformismo e fatalismo, como falsas exigências divinas para se conservar as velhas opressões. Karl Barth disse que a ressurreição de Cristo dentre os mortos, enquanto um processo de destruição da morte, também afirma a vida eterna (cf. João: vida eterna é o mesmo que “vida plena”). Pra frente, ressurretos! A ressurreição é um fato que transforma tudo em vida nova abundante. Os horizontes humanos se ampliam, a esperança de uma nova criação se instala com a fé na ressurreição.
Deus se revela sobre a impotência, no esvaziamento de quaisquer forças sobrenaturais (kenosis), para morrer e ressuscitar. Deus estava em Cristo reconciliando os homens e as mulheres com Deus (Paulo). Na cruz e no sofrimento solidário, especialmente, Deus, em Jesus Cristo, assume a condição humana exemplarmente, por inteiro, no sofrimento até a morte. Mas Jesus ressuscitou! Com ele ressuscitaremos todos nós. Há vida brotando em toda parte. Flores nascem das sepulturas. Deus venceu, nós venceremos com Ele todas as mortes. Aleluia!
Cores Litúrgicas: Branca ou Ouro
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO – Atos 10.34-43 ou Isaías 65.17-25; Salmo 118.1-2, 14-24; 1Cor.15.19-26 ou Atos 10.34-43; Jo 20.1-18; Lc 24.1-12
2o.DOMINGO – Atos 5.27-32; Salmo 118.14-29 ou Salmo 150; Apocalipse 1.4-8; João 20.19-31.
3o.DOMINGO – Atos 9.1-6 (7-20); Salmo 30; Apocalipse 5.11-14; João 21.1-19.
4o.DOMINGO – Atos 9.36-43; Salmo 23; Apocalipse 7.9-17; João 10.22-30.
5o.DOMINGO – Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35
6o.DOMINGO – Atos 16.9-15; Salmo 67; Apocalipse 21.10, 21.22—22.5; João 14.23-29 ou João 5.1-9.
ASCENSÃO (5a.-feira)– Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35.
7o.DOMINGO – Atos 16.16-34; Salmo 97; Apocalipse 22.12-14, 16-17, 20-21; João 17.20-26
DOMINGO DE PENTECOSTES (Cor lit. Vermelha)– Atos 2.1-21 ou Gênesis 11.1-9; Salmo 104.24-34 E 35b; Romanos 8.14-17 ou Atos 2.1-21; João 14.8-17 (25-27)
Liturgias para a Páscoa
http://www.webselah.com/category/liturgias
NÃO DEIXE DE VER OS COMENTÁRIOS ABAIXO, HÁ LINKS INTERESSANTES
Recursos Litúrgicos – SELAH é um site do Clai (Cons. Latinoamericano de Igrejas)
PÁSCOA – Ciclo central do Calendário Cristão
26/03/2010
FECHANDO A QUARESMA
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO
Liturgia da Palavra
Is 50, 4-7: Não cubra meus olhos diante dos ultrajes contra o povo
Salmo 118,1-2; 19-29 – “Entrarei pelas portas da justiça, esta é a porta do Senhor”
Filipenses 2, 6-11 – Cristo humilhou-se, por isso Deus o exaltou acima de tudo
Lucas 19,28-40 – “Bendito o que vem em nome do Senhor!”
Entre a Quaresma e a Páscoa, Semana da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Ramos é um domingo para nunca mais esquecermos. Os cristãos estarão, neste domingo de Ramos, caminhando ao lado de Jesus? As implicações dessa caminhada envolvem o compromisso de levar a sério nossa adesão à causa de Jesus Cristo. Acompanhar Jesus em sua última jornada no caminho da cruz, enquanto Ele entra na cidade de Jerusalém aclamado como o rei que traz o shalom de Deus, implica em levar a sério as realidades que corroem o mundo e clamam pela paz. Ninguém mais duvida de que as causas geradoras dos grandes e dos menores conflitos sociais, nacionais e internacionais, são encontradas nas desigualdades econômicas, na falta de oportunidades de trabalho, escola, nas políticas internacionais e domésticas envolvidas com questões que passam pela fome de quase 2 bilhões de habitantes do planeta; questões que identificam os abismos das desigualdades nos 4 bilhões à margem do mundo moderno (usufruído por menos de 2 bilhões de pessoas), também chamado pós-industrial.
Pode ser que a solidariedade com o mártir do Reino, como ocorreu com seus seguidores, imediatamente ao seu martírio, nos obrigue a abandonar aqueles postulados religiosos quietistas, acomodatícios, fatalistas (Calvino, num triste momento: Deus não somente previu a queda do primeiro homem, e nela a ruína de toda a posteridade, como também a quis; concordando com o Alcorão: Deus perdoa a quem quer e tortura a quem bem entende). Talvez nos force a romper com ideologias e dogmas políticos, ou religiosos, para cantarmos com sinceridade o cântico das multidões: Hosanas! Bendito aquele que vem em nome do Senhor.
Lucas 19,28-40 – A chegada de Jesus a Jerusalém comove a multidão. O povo reage de maneiras diferente das autoridades. Este o aclama como Rei, aquelas ficam apreensivas. O povo tem esperança de libertação, se religiosa, política, ou econômica. A pobreza e as opressões são muitas. As autoridades sentem-se ameaçadas no seu prestígio e autoridade, e, sem dúvida, no exercício do “poder” (ah, o ‘pudê’, como os poderosos políticos nordestinos brasileiro exclamam extasiados). E o povo alegre, festivo, cantante, dançando, recebe o Messias de Deus, como acreditava… mas logo virá a tristeza. Nesta mesma semana Jesus de Nazaré será preso, torturado, humilhado em sua realeza divina, e esvaziado de qualquer proteção dos céus! E então, enfraquecido, vulnerável, será levado ao martírio, sem que esse mesmo povo se comova. Bem-feito!, diriam muitos. Não tinha cacife, por que se arriscou e nos enganou?!
João é mais sóbrio que Lucas na narrativa que gera a Festa de Ramos na Igreja de Cristo. Os entornos são mais importantes: trata-se de afirmar o poder de Jesus sobre a morte, em todas as suas manifestações. Porém, a recepção não passará em branco. Um peregrino famoso poderia ter igual tratamento, mas a entrada de Jesus faz a diferença: Jesus é recebido como um rei messiânico. O que se espera dele é a salvação para os males de uma sociedade inteira, alcança os problemas sociais enquanto atinge definições políticas sobre a vida nacional sem deixar de lado o problema da religião quietista, conformada, subserviente ao sistema sócio-econômico – quando atua como pára-choque cultural da potência dominadora.
A dura e real história do homem e da mulher é acometida de forças estremecedoras de pecados e castigos que não se evitam, embora sob promessas de paz e ameaças de retaliação. É nessa história que se manifesta o Deus cujas entranhas se comovem (rahamin), como se comove uma mãe por seus filhos. Ao mesmo tempo, é o Deus irado, “cuja ira é mais terrível que exércitos enfurecidos”, contra a força do mal que sobre indivíduos e comunidades. Não compreendemos isso, a não ser pela experiência radical do amor ilimitado, quando se perde a inocência, e são postas à prova as possibilidades humanas nas cruéis limitações da realidade da subserviência religiosa. “Quando a força do mal sistêmico sobre o indivíduo, a comunidade e a sociedade, ultrapassa a compreensão humana, surge a confiança no amor, na bondade, na ternura de Deus como palavra final” (Queiruga).
O Reino de Deus não é imposto pelo poder das armas, nem é acompanhado de decisões político-partidárias. Ali, como aqui, vários “partidos” são interessados no comando ou na influência sobre a sociedade, nesse tempo: saduceus – proprietários e latifundiários que dominavam o sistema econômico; fariseus – homens comuns da sociedade, mais interessados na religião, nos regulamentos controladores da vida espiritual da sociedade; escribas e doutores da Lei – autoridades na interpretação da Torá, do Talmude e de vários outros reguladores religiosos da sociedade através da teologia e da pedagogia do legalismo: a letra morta, desse modo, valeria mais que a Palavra de vida! Jesus faz um discurso decisivo em torno de sua proposta o Reino de Deus necessita da adesão de todos. A palavra shalom (paz: direitos atendidos, bem-estar social para todos, dignidade, espírito feliz confortado pela presença da justiça em todas as esferas de vida.) é o eixo desse pronunciamento.
“Entrarei pelas portas da justiça, esta é a porta do Senhor” (Sl 118, 1-2; 19-29). Um mundo novo estará amanhecendo. Gandhi, Bonhoeffer, Niemöler, Paul Shneidder, Nelson Mandela, Luther King Jr., monsenhor Romero, Chico Mendes, Jaime Wright, Irmã Dorothy, mártires da Paz e da Fé, entenderam esse sentido: perdão e reconciliação entre povos e nações; libertação do poder de todos os pecados, inclusive dos pecados estruturais do nosso tempo; reconciliação dos que não têm a mesma tradição religiosa; nova vida no serviço da justiça de Deus; direito de herdar e gozar bem-estar num mundo transformado pela misericórdia e compaixão; participação de um novo mundo sob o empenho apaixonado na causa de Deus.
Derval Dasilio
PÁSCOA – CALENDÁRIO LITÚRGICO
Cores Litúrgicas: Branca ou Ouro
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO – Atos 10.34-43 ou Isaías 65.17-25; Salmo 118.1-2, 14-24; 1Cor.15.19-26 ou Atos 10.34-43; Jo 20.1-18; Lc 24.1-12
2o.DOMINGO – Atos 5.27-32; Salmo 118.14-29 ou Salmo 150; Apocalipse 1.4-8; João 20.19-31.
3o.DOMINGO – Atos 9.1-6 (7-20); Salmo 30; Apocalipse 5.11-14; João 21.1-19.
4o.DOMINGO – Atos 9.36-43; Salmo 23; Apocalipse 7.9-17; João 10.22-30.
5o.DOMINGO – Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35
6o.DOMINGO – Atos 16.9-15; Salmo 67; Apocalipse 21.10, 21.22—22.5; João 14.23-29 ou João 5.1-9.
ASCENÇÃO (5a.-feira)– Atos 11.1-18; Salmo 148; Apocalipse 21.1-6; João 13.31-35.
7o.DOMINGO – Atos 16.16-34; Salmo 97; Apocalipse 22.12-14, 16-17, 20-21; João 17.20-26
DOMINGO DE PENTECOSTES (Cor lit. Vermelho)– Atos 2.1-21 ou Gênesis 11.1-9; Salmo 104.24-34 E 35b; Romanos 8.14-17 ou Atos 2.1-21; João 14.8-17 (25-27)
Liturgias para a Páscoa
http://www.webselah.com/new/verrecurso.asp?CodigoDeItem=1699&CodigoDeFuente=2
QUARESMA
A Quaresma era, nos seus inícios, na Igreja dos Apóstolos (Igreja Antiga) um tempo forte de preparação para o batismo. Na Quaresma, a pessoa que se tornaria cristã tinha a oportunidade de refletir mais e mais na nova vida que estava assumindo, assim como nas dificuldades que haveria de enfrentar para ser fiel ao evangelho no meio de um mundo pagão.
Hoje a situação não é muito diferente para todos os que pretendem viver de modo cristão. Se nos inícios, para celebrarem a sua fé, aconteceu aos cristãos ter de se esconder nos subterrâneos das catacumbas, atualmente podem celebrar o mais sagrado dos seus mistérios diante das câmeras bisbilhoteiras da televisão. Isso, porém, não quer dizer que tenha ficado fácil viver hoje de maneira autenticamente cristã. As tentações de reduzir o sentido da vida ao bem-estar, ao consumismo fácil e até ao desperdício, as tentações dos ídolos do dinheiro e do mercado e os da religião milagreira, que põe a fé a serviço de interesses pessoais, estão fortemente presentes hoje, mais até do que no passado. E esses demônios se vencem com o jejum, com a oração, pela fé e por uma práxis centrada no evangelho. Os donativos das primícias, os primeiros frutos da colheita, eram ocasião para o judeu devoto recordar a presença de Deus na sua história e reconhecê-lo como único Senhor.
Você pode tornar-se escravo do dinheiro e nele depositar suas esperanças, à procura de segurança. O cintilar do ouro e da prata, as moedas que compram a alma das pessoas, mistura-se facilmente com o egoísmo e o desamor. Você perde o senso de povo, de comunidade, de grupo e até mesmo da importância de cada um em ações solidárias. O próximo e a próxima, onde ficam? Você acaba esquecendo que há crianças abandonadas, povos e pessoas desnutridos mergulhados na fome endêmica; você esquece os moradores de rua, esquece os pobres que constituem o grupo mais desprezado pelos governos políticos (mais de 30 milhões de pessoas, no Brasil; porém, 90 milhões estão na classe C, isto é, a classe social dos que não têm trabalho suficientemente remunerado, em subempregos, não têm moradia e nem gozam de benefícios como água encanada e esgotos sanitários; dos que recebem as esmolas do “bolsa-família”, que “envergonha ou vicia o cidadão”, no cancionéiro popular (Luiz Gonzaga: rei do baião), que dirá de poderem consumir o mínimo anunciado na mídia televisiva ou no marketing infalível das novelas, e das partidas de futebol: a Copa do Mundo vem aí!). Enfim, você fecha os olhos para o mundo ao redor, cuidando de ganhar dinheiro, comprar seu carro, apartamento, fazer viagens internacionais, e se esquece dos irmãos (até na própria família originária; de alguém que tem até mesmo o seu sobrenome).
INTRODUÇÃO GERAL – CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA – CFE
Hoje, realizamos a CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA (CEF – 2010), que vem ocorrendo a cada 5 anos, dela participando anglicanos, metodistas, presbiterianos, católicos romanos, ortodoxos, e extra-oficialmente: batistas, pentecostais de diversos seguimentos evangélicos. O tema é Economia e Vida (Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro). O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo dominado pelo mercado (há igrejas que aderem abertamente a esta religiosidade pagã, da prosperidade, dos milagres, do sucesso pessoal, do egoísmo e da negação da solidariedade), onde tudo se compra e se vende. Pregadores praticamente vendem a alma ao diabo, embora o nome de Deus esteja em suas bocas (“Nem todos que dizem Senhor, Senhor, falam do Reino dos céus”).
O dinheiro, porém, se vier de Deus, vestirá e alimentará seu corpo, servirá para cuidar de sua saúde, para comprar livros e pagar escolas, para adquirir moradia e para custear seu lazer, suas férias, suas festas familiares. O dinheiro pagão, porém, resulta do culto às posses, às contas bancárias, poupança, aposentadoria, aos bens materiais, para patrocinar sucesso pessoal e alimentar a ambição e a ganância.
Hoje a situação não é muito diferente para todos os que pretendem viver de modo cristão. Se nos inícios, para celebrarem a sua fé, aconteceu aos cristãos ter de se esconder nos subterrâneos das catacumbas, atualmente podem celebrar o mais sagrado dos seus mistérios diante das câmeras bisbilhoteiras da televisão. Quando não delicia com as festas populares, como o Carnaval; com o futebol e os acontecimentos que envolvem seu clube preferido. Isso, porém, não quer dizer que tenha ficado fácil viver hoje de maneira autenticamente cristã.
As tentações de reduzir o sentido da vida ao bem-estar, ao consumismo fácil e até ao desperdício, as tentações dos ídolos do dinheiro e do mercado e os da religião milagreira, que põe a fé a serviço de interesses pessoais, estão fortemente presentes hoje, mais até do que no passado. E esses “demônios” (eles existem, claro!) se vencem pela fé e por uma prática de vida centrada no Evangelho. Jesus disse: “Esses demônios se vencem com jejum e oração”…
[Cf. Texto-Base: CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil;Roteiros Homiléticos, Revista Pastoral, Paulus].
QUARESMA – ANO C
1o.Domingo: Deuteronômio 26.1-11; Salmo 91.1-2,9-16; Romanos 10.8b-13; São Lucas 4.1-13.
2o.Domingo: Gênesis 15.1-12, 17-18; Salmo 27; Filipenses 3.17—4.1; São Lucas 13.31-35.
3o.Domingo: Isaías 55.1-9; Salmo 63.1-8; 1Coríntios 10.1-13; São Lucas 13.1-9.
4o.Domingo: Josué 5.9-12; Salmo 32; 2Coríntios 5.16-21; São Lucas 15.1-3, 11b-32.
5o.Domingo: Isaías 43.16-21; Salmo 126; Filipenses 3.4b-14; São João 12.1-8.
Cor Litúrgica: Roxo

| Cor litúrgica: Verde | ||||
TEMPO COMUM - ANO C - 2010
Primeiro Domingo – Isaías 43.1-7; Salmo 29; Atos 8.14-17; São Lucas 3.15-17, 21-22
Segundo Domingo – Isaías 62:1-5; Salmo 36:5-10; 1Coríntios 12:1-11; João 2:1-11.
Terceiro Domingo – Neemias 8.1-3, 5-6, 8-10; Salmo 19; 1Coríntios 12.12-31a; São Lucas 4.14-21.
Quarto Domingo – Jeremias 1.4-10; Salmo 71.1-6; 1Coríntios 13.1-13; São Lucas 4.21-30.
Quinto Domingo – Isaías 6.1-8 (9-13); Salmo 138; 1Coríntios 15.1-11; São Lucas 5.1-11.
Sexto Domingo - Jeremias 17.5-10; Salmo 1; 1Coríntios 15.12-20; São Lucas 6.17-26.
Quaresma (Tempo litúrgico após o Carnaval)
Cor Litúrgica: Roxo
1o.Domingo: Deuteronômio 26.1-11; Salmo 91.1-2,9-16; Romanos 10.8b-13; São Lucas 4.1-13.
2o.Domingo: Gênesis 15.1-12, 17-18; Salmo 27; Filipenses 3.17—4.1; São Lucas 13.31-35.
3o.Domingo: Isaías 55.1-9; Salmo 63.1-8; 1Coríntios 10.1-13; São Lucas 13.1-9.
4o.Domingo: Josué 5.9-12; Salmo 32; 2Coríntios 5.16-21; São Lucas 15.1-3, 11b-32.
5o.Domingo: Isaías 43.16-21; Salmo 126; Filipenses 3.4b-14; São João 12.1-8.
Tempo da Páscoa
Cor Litúrgica: Amarelo ouro
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CALENDÁRIO LITÚRGICO 2009-2010
1. CICLO DO NATAL
1.1 ADVENTO
1.2 NATAL
1.2.1 EPIFANIA
1.3 CICLO DO TEMPO COMUM – 1a.Parte
2. CICLO DA PÁSCOA
2.1 TRÍDUO PASCAL
2.1.1 QUARESMA
2.1.1.1 QUARTA-FEIRA DE CINZAS
2.1.1.2 DOMINGO DE RAMOS
2.1.1.3 QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO
2.1.1.4 SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
2.1.1.5 VIGÍLIA PASCAL / DOMINGO PASCAL
2.1.2 TEMPO PASCAL
2.1.2.1 VIGÍLIA PASCAL / DOMINGO PASCAL
2.1.2.2 ASCENSÃO
2.1.2.3 PENTECOSTES
3. CICLO DO TEMPO COMUM – 2a.Parte
3.1 TRINDADE
3.2 AÇÃO DE GRAÇAS
3.3 REFORMA
3.4 CRISTO REI
LITURGIA PARA O TEMPO DO ADVENTO
Levando em conta solicitações, publicarei algumas sugestões.
1 – A cor litúrgica é o Roxo (derivados: lilás, violeta, rosa, azul).
2 – Os panos litúrgicos para a mesa da comunhão devem ser das cores roxo, lilás ou violeta. O púlpito ou estante de leitura
terão panos ou faixas das mesmas cores (derivadas do roxo). Os panos básicos, se utilizados, devem ser de tom harmônico (do roxo).
3 – Luzes do altar nos tons: roxo, lilás, violeta ou rosa (ou velas, que tradicionalmente simbolizam a Luz presente no altar – Deus é Luz!).
4 – Flores, [artificiais de boa qualidade!, ou naturais] são sempre bem-vindas! Os tons acompanham os dos panos litúrgicos do Advento.
O advento é o tempo litúrgico do grande compromisso com Deus. Seu reino, sua vontade, seus imperativos. Olhando as realidades ao nosso redor, em nosso país, principalmente. O Ano Litúrgico da Igreja de Cristo vai começar com o Ciclo Natalino do Ano “C”. O tempo é o do Advento, esperaremos a vinda do Senhor. As leituras estão contando a História da Salvação. A Igreja é a primeira interessada, todos devem tomar consciência da Salvação e reativar suas esperanças. São várias as implicações desse tempo: vigilância, alerta constante, pois a novidade do Evangelho chega a qualquer momento. Em Jesus, Deus em carne e osso. Dentro da história humana, o reino de fraternidade, de paz e de justiça, nos chega. De modo radical, a promessa decisiva de transformação do mundo é cumprida. Do Cristo de Deus, através de nossa conversão — nova mudança no itinerário da fé — um caminho sempre incompleto, se anuncia a salvação. É hora de reproduzir e fazer repercutir o Evangelho de Deus (que não se confunde com o escrito formal: a Bíblia impressa).
Não existe em nós espanto sobre sinais no espaço cósmico, o sol, a lua, as estrelas. Nossa angústia e insegurança residem nos sinais da crise que a religião não vê, econômica, conflitos sociais evidenciados nos sem-teto, sem-terra, sem-emprego, sem-saúde, sem-escola formadora do desenvolvimento. Há racismo velado, camuflado, contra políticas afirmativas reina a intolerância. Negros reclamam “consciência negra”, lembrando Zumbi. Outras etnias falariam da “consciência branca”, sinais de “falsa estabilidade” política, corrupção, abuso de poder, personalismo, esforço do governo e das elites dominantes para restringir a participação popular nos privilégios que alcançaram, cooptação à mais recente expressão da selvageria liberal, com cara mentirosa, falsamente socialista, exclusivista, exigente de mais privilégios e bem-estar individuais… Para quem individualmente já é privilegiado. E falta pão e trabalho para os muitos. Há frustração… muita frustração. As promessas não foram cumpridas.
“Prepararem o caminho do Senhor” (Is 40,3-5). João Batista é a voz que clama no deserto: “Endireitem os caminhos do Senhor… façam penitência, porque no meio de vocês está quem não conhecem, do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias… Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo” (Mc 1,1-3; Jo 1,29). Que é que o Lula quis dizer quando insinuou: “Chaves, você se parece com Jesus…”, um messias substituto para a América Latina? Tantas são as estruturas perversas, muita arrogância, tantos são os pecados estruturais que oprimem os sem-poder, desvalidos, escravos do mal social e dos sistemas injustos (religião alienada, política, corrupção, economia acumuladora do capital, judiciários a serviço da opressão social). Como acontecerá a salvação? No Advento refletimos sobre a palavra de Deus, no que diz respeito à chegada do reinado de Deus. A justiça começa nos corações arrependidos, porque acreditamos na política, adotamos a religião de mercado e de conformismo. Corações ao alto! O Senhor vem.
LITURGIA – Tempo do Advento
ENTRADA
Prelúdio – reverência, silêncio e oração
Liturgista (iniciando a costura) Quando José soube da gravidez de Maria, entrou em crise. Pensou em abandonar essa mulher. Mas teve medo das consequências dessa decisão. Então ele sonhou, e eis que Deus lhe disse: “José, filho de Davi, não tenha medo, pois essa criança que vai nascei é Emanuel, Deus conosco”.
Vivemos tempos de crise e desânimo. Pressões no bolso, na consciência e no coração. Mas é Advento. Podemos nos encorajar mutuamente, orientados pela Palavra de Deus. Saibam todos e todas, vocês: não há motivo para o medo. Deus está entre nós!
Acolhida
L.Animados por essa Boa Notícia, cumprimentemos as pessoas que estão ao nosso lado.
L. (costura para a entrada: o povo fica de pé) Porque Deus está entre nós, cantamos com alegria: (Hinário local: hino para o Advento) Te louvamos, ó Deus.
L. Em nome do Deus que vem a nós; em nome do Filho Emanuel, Deus conosco, e em nome do Espírito Santo, que nos encoraja a confiar em Deus.
Povo: Amém.
(Hinário local) Vem, Espírito Santo.
Cantar imediatamente, sem outros comentários:
Confissão de pecados
L. Perante o Deus Emanuel, confessemos nossos pecados (assentados).
- Dos pecados nos falam os galhos e espinhos secos, elementos disponíveis à vista de todos (neste instante, duas pessoas podem começar a afixar esse material na “coroa”, se for convencionado [há igrejas que usam arbustos secos, ao invés]. E a confissão inicia; se necessário, fazem-se intervalos para permitir a confecção da “coroa” [ou fixação no arbusto seco], se for programado, até o final desta oração).
Deus Eterno, confessamos nosso sentimento de medo, que se deve a diversos motivos. E aí ficamos arrasados. Às vezes duvidamos da tua presença. Deixamos que o medo anule nossa fé e nossa esperança. Por isto:
L./Povo (cântico/refrão) Perdão, Senhor, perdão!
L. Confessamos que deixamos nossa resistência enfraquecer. Sem coragem, deixa-mos de enfrentar os riscos que ameaçam a vida. Por isto:
L/Povo (cântico/refrão) Perdão, Senhor, perdão!
L. Confessamos que, por causa do medo, facilmente acabamos ouvindo e seguindo outras propostas que as tuas. Deixamo-nos abater e envolver em projetos que, por fim, conduzem à morte. Por isto:
Cântico: Perdão, Senhor, perdão!
L. Confessamos que nos tornamos escravos do medo. Frágeis, desconfiamos de quem está próximo de nós e até de ti. Por isto:
Cântico Perdão, Senhor, perdão!
Declaração de perdão
O Perdão de Deus é declarado (povo de pé, pois o perdão é também sinal de ressurreição e reconciliação)
L. Conforme o profeta Miquéias, o Deus Emanuel vem ao nosso encontro, não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia (ler: Mq 7.18). Em Jesus, Deus perdoa os nossos pecados. Isto é motivo de esperança para nós, e é o que indicam os galhos verdes. (Duas pessoas começam a afixar os galhos verdes na coroa) E por isto nós podemos cantar:
Louvor
L. (Hinário local, coletâneas, etc.) Reunidos aqui, só pra louvar ao Senhor.
L. (costura…) Porque Deus está entre nós, podemos vencer o medo e nos alegrar. Dessa presença de Deus entre nós nos fala a luz da vela (uma ou mais velas podem ser colocadas e acesas na coroa neste instante). E é por isto que oramos em confiança:
L. Senhor, vem e acende em nós a chama da fé e da esperança. Aproxima-te de nós. Faze com que andemos de cabeça erguida e confiemos na tua presença junto a nós. Senhor, acorda-nos para podermos ouvir tua Palavra com ouvidos atentos. Ensina-nos a sonhar com a vida em abundância, livre e envolta pela paz e a justiça de Jesus.
Povo: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
Leituras no AT
Salmo Responsorial
Epístola
Evangelho [Lê-se obrigatoriamente de pé]
[Havendo Lecionário adotado, batista, presbiteriano, anglicano, metodista, luterano, etc., este será usado. Uma questão de harmonia e sintonia confessional que deve ser observada. Deve-se observar a orientação temática entre o Antigo Testamento, salmo responsorial, Epístolas do Novo Testamento e o imprescindível Evangelho do tempo litúrgico].
L. (costura) A Palavra de Deus orienta, sustenta, transforma.
Comunidade (Cântico/refrão) Senhor, que tua Palavra ou: Enquanto teu livro eu ler…).
L. Leitura do livro do profeta Isaías 40.1-11.
Salmo responsorial (Sl 85.7-13).
L. Leitura da carta de Paulo aos Romanos 16.25-27.
- Após a leitura, segue uma breve pausa.
Leitura do Evangelho (sempre de pé)
L. Aclamemos o Evangelho, cantando:
Cântico: Aleluia.
L. (versículo de aclamação) “Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, e concede-nos a
tua salvação” (SI 85.7).
Cântico: Aleluia.
L. O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 1.18-25.
Segue a leitura. Ao final, o Liturgista dirá:
L. Palavra do Senhor.
Povo/comunidade: Cântico – Louvado sejas, Cristo!
L. (Hinário local, p.ex.) Da cepa brotou a rama.
(Proclamação da Palavra)
L. Deus bondoso e querido! Intercedemos por todas as autoridades, para que suas decisões sejam orientadas pela tua justiça e seu empenho esteja voltado para projetos que promovem a vida. Por iluminação da palavra proclamada.
Cântico (breve refrão/ hinário local): Ouve nossa oração e atende nossa súplica.
Pregação
Intercessão
L. Intercedemos, nosso Deus, pelos lugares em que reina a corrupção e a sede de proveito particular, para que neste tempo de Advento o Espírito Santo transforme os corações das pessoas que praticam a corrupção e elas se orientem pela tua verdade.
Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.
L. Intercedemos, nosso Deus, pelas pessoas, grupos e organizações que são ameaçadas e perseguidas porque se empenham por projetos que promovem a dignidade humana, que anunciam um novo tempo de paz.
Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.
L. Intercedemos, nosso Deus, por tua Igreja, para que, com voz profética, se empenhe em defesa da vida.
Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.
L. Intercedemos, Deus Emanuel, pelas pessoas que sofrem, pelas que já fraquejaram e desesperaram, para que neste de tempo de Advento também elas encontrem novo alento e a ação da Igreja se transforme em apoio concreto para afastar o medo.
Cântico: Ouve nossa oração e atende nossa súplica.
L. Ouve, Senhor, nossa oração e acolhe nossa súplica, por Cristo, nosso Senhor.
Povo: Amém.
LITURGIA DA CEIA DO SENHOR NO ADVENTO
INSTRUÇÃO PARA A CELEBRAÇÃO
A AÇÃO DE GRAÇAS E O PARTIR DO PÃO
L. Deus veio a nós no menino nascido em Belém. Deus vem a nós na Ceia que Jesus instituiu. Na comunhão de mesa celebramos sua presença, pois ele é Deus Emanuel. Que essa comunhão com Cristo afaste de nós o medo, fortaleça a esperança na vinda plena do Reino que aguardamos e a disposição para servirmos ao Senhor a cada novo dia.
Os elementos (oferendas) para a Ceia são levados e postos sobre a mesa da comunhão. Enquanto isso, a comunidade pode cantar (hino sobre a comunhão e ceia) ou permanecer em silêncio.
L. (Hinário local) Tema: Na Ceia do Senhor nós celebramos
L. (Diálogo) O Senhor seja convosco.
Comunidade - E contigo também.
L. Elevai os corações!
Com. – Ao Senhor os elevamos.
L Demos graças ao
Senhor, nosso Deus!
L (Diálogo) O Senhor esteja com vocês.
C – E com você também.
L. Vamos elevar os nossos corações?
C. – Ao Senhor os elevamos.
L Vamos dar graças ao Senhor, nosso Deus?
C – Isso é digno e justo.
L. (Prefácio) Sim, é digno, justo e nosso dever que, em todos os tempos e lugares, rendamos graças a ti, Deus eterno e todo-poderoso. Pois no tempo de Advento podemos festejar a vinda de teu Filho para favorecer a vida e manter a aliança com teu povo. És Deus presente e acompanhas o teu povo na caminhada em busca de uma vida renovada. Por isso, com toda a Igreja, engrandecemos o teu nome, cantando:
C. - (Sanctus: – Hinário local) Santo, santo, santo.
L. (Anamnese: dar graças e trazer à memória significados da Ceia do Senhor) Graças te damos, ó Pai, que preparaste o caminho para o teu Filho, através de profetas e profetisas que clamaram no deserto. Graças te damos porque o próprio Jesus confirmou a tua paixão por caminhos em que reinam a esperança do novo, a resistência ao mal e o vigor da vida.
L/Povo. Ele veio nos salvar!
L. (Narrativa da instituição bíblica da Ceia) Graças de damos pelo sacrifício de Jesus em nosso favor. Pois na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vocês, façam isto em memória de mim (breve pausa). Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue. Façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim (1Co 11.23-24).
Cântico (também pode ser falado…): Jesus, tua morte nós anunciamos. Porém, louvamos tua ressurreição. Até que venhas com teu poder sobre toda a Criação.
L. (Epiclese: consagração eucarística, implorando a bênção divina sobre as oferendas). Envia, Deus da esperança, o Espírito de vida e de amor que acompanhou e animou profetas na tarefa de preparar o caminho para Jesus, para que, pela força do mesmo Espírito, partilhando o pão da vida e o cálice da nova aliança, nos tornemos, em Cristo, um só corpo que vive e anuncia a esperança.
Comunidade - (Hinário local ) Vem, Espírito Santo.
L. (Mementos: fatos para lembrar) Lembra-te, Senhor, das pessoas que perseveraram na fé e guia-nos com elas à festa da alegria plena, preparada para teu povo, em tua presença, com teus profetas, apóstolos e mártires, e todos que viveram em torno da tua amizade. Unidos a eles, proclamamos tua misericórdia e anunciamos o teu Reino, para o qual, em Cristo, nos convidaste.
Cântico: (Hinário local – Doxologia – glorificação dirigida a Deus) Por Cristo, com Cristo e em Cristo: “A Deus demos glória por Cristo Jesus”.
L. O cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo. O pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo.
COMUNHÃO
Cântico: (refrão do Hinário local exaltando a comunhão dos crentes) Nós, embora muitos, somos um só corpo.
L. Venham participar, pois tudo está preparado. Jesus diz: Eis que estou à porta e bato!
L. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
Povo: E sua misericórdia dura para sempre.
ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO
L. Oremos.
Deus amigo, agradecemos-te porque nos restauras na comunhão da Ceia. Concede, em tua bondade, que ela nos fortaleça na confiança em tua presença constante ! e na prática do amor ao nosso próximo. Isto te pedimos por Jesus Cristo, nosso
Senhor.
Povo: Amém.
LITURGIA DE SAÍDA
L. (Hinário local) Tema: Advento é tempo de preparação.
Bênção (ministro ou povo cantando, com elevação de mãos)
Envio
L. Vão e, na companhia do Deus Emanuel, sirvam ao Senhor com alegria, esperança e fé, até que o Senhor venha.
Povo: Demos graças a Deus.
Poslúdio
Oração em silêncio
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Liturgista: rev.Derval Dasilio
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
IPU – MARUÍPE
Centro de Formação Teológica R.Shaull
Obs: Indicamos a revista TEAR da Editora Sinodal, produzida pela equipe de liturgos mestres e doutores da Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, RGS. Esta sugestão foi adaptada da publicação Livro de Culto, da IECLB, a partir do mais recente trabalho de formação superior, mestrado em liturgia na EST – IECLB.
Dos hinários modernos, Jacy Maraschin deixou-nos o mais excelente trabalho musical litúrgico disponível no Brasil. Trata-se do Novo Canto da Terra, editado pelo Centro de Estudos Anglicanos. Imprescindível. Mas não se dispense o Hinário para Culto Cristão, da Bompastor Editora, produção de liturgistas batistas.
ESPAÇO RESERVADO…
08/06/2009
RESERVADO
08/06/2009
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Alunos matriculados devem marcar presença e comparecer à aula presencial/quinzenal.
Observadores podem entrar e comentar livremente, sem restrições (a não ser que o assunto
esteja fora do contexto da AULA).
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1o. TEXTO – HISTÓRIA DA IGREJA – MODERNIDADE
PROJETO DE REFORMA DA IGREJA – SPENER
https://derwal.wordpress.com/wp-admin/page.php?action=edit&post=125
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2o. TEXTO – A IGREJA E A TEOLOGIA NO ILUMINISMO
Link da 2a.AULA:
http://derwal.wordpress.com/texto-n2-a-igreja-e-a-teologia-no-iluminismo/





